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Terça-feira, Março 28, 2006
Nem no meu, nem no seu, nem no nossoGênese do corporativismo "pralamentar"
(Charge do SPONHOLZ) Enquanto a CPI dos Correios expõe diariamente as vísceras da tentacular corrupção parida por Corruptácio da Silva, embalada no berço paulista do genuíno, ou melhor, do Genoino PTsburro de Zé Dirceu, batizada nos cancros, quer dizer, nos cantos e encruzilhadas por Marcos Venério e despachada, por conta de Duda Merdonça e outros patifes, para contas em paraísos fiscais, o Conselho de Éti(ti)ca finge recomendar a cassação do mandato dos pulhas somente para que, mais adiante, no plenário da Câmara, possa ser legitimada a absolvição de cada irmãozinho do Pluto. Elefante "quase" branco
(Charge do SPONHOLZ) Chocados, os brasileiros presenciam a tragédia do tsulama, acompanhando a interminável onda que cobre, com a mais fétida, defectível e "defecativa" lama, o grande elefante branco, ou melhor dizendo, o grande elefante marrom no qual se transforma irreversivelmente o Poder Legislativo. O passo da elefantíase
(Charge do Clayton) E, no macabro espetáculo de mais uma tentativa de assassinato da nossa democracia, nada pôde ser comparado à completa falta de ética e de decoro, ao deboche da sorridente dê-putada Ângela Guadagnin (PT-SP), incansável defensora dos PTistas envolvidos no mensalão, que, sem um pingo de vergonha na cara e incapaz de controlar seu intenso furor uterino quando da absolvição de seu comparsa João Magno, comemorou a impunidade, a falência múltipla do órgão e a completa decadência da Instituição balançando acintosamente o rabo e a pança, sacudindo as muxibas, mostrando a verdadeira e original coreografia do hit O Passo do Elefantinho. Certamente, depois de tamanha afronta ao humilde e humilhado cidadão, logo surgiu, na telinha, o esfarrapado pedido de desculpas por parte da sacolejante "pralamentar" que, na ocasião, ostentava a famosa cara deslavada de quem bóia feito titica em meio à ressaca do dia seguinte, sem que ninguém tivesse amígdala televisiva ou "textículos" jornalísticos para divulgar a infame "ficha corrida" da madame ou mesmo esclarecer que a "paquidermiana" bailarina chafurdada no atoleiro já foi alvo de 3 pedidos de cassação, com apenas um dos processos chegando a plenário e acabando em pizza, como de costume naquela Casa da Mãe Jeany Corner. Tromba presa
(Charge do SPONHOLZ) Na verdade, dona Ângela, médica pediátrica, também ficou muito íntima do Ministério Público, em conseqüência das fraudes e golpes baixos aplicados, durante sua (indi)gestão (1993 a 1996), diretamente na veia dos infantes cofres da Prefeitura de São José dos Campos: - contratação, sem licitação, claro, da empresa CPEM (Consultoria para Empresas e Municípios) que cobrou apenas R$ 15 milhões pelos serviços para incrementar )?) a arrecadação de ICMS; - desapropriação da área onde atualmente se encontra o Parque da Cidade ao custo de míseros R$ 30 milhões e - contratação da empresa de comunicação Contexto para fornecimento de "material institucional" da prefeitura por modesto R$ 10 milhões, estando a produção de alienantes "novelinhas" a cargo da TVT (Rede de Comunicação dos Trabalhadores), cujo diretor de rádio era nada mais nada menos do que ele, Delúbio Soares, inexistindo, até o momento, documentação comprobatória de qualquer serviço prestado. Pois é, como dizia minha saudosa e sensata avó Morceguita, a cada dia os nossos representantes mostram o quanto aprenderam com suas queridas mãezinhas. Ô "cambuta de filhos da pada"! Acorda povo! Pau neles, galera! Eh...Eh...Eh...
Posted by Morcego at 12:20 AM
Quarta-feira, Março 22, 2006
Na etern(a)idade do céu![]() Manias, quem não as tem? Circunflexos, côncavos e convexos, alguém conhece algum sujeito com 2577 anos que não tenha pelo menos meia dúzia de manias? E minha amiga Cris, do Rasgando o Verbo, resolveu colocar uma saia-justa neste quiróptero. Então vamos lá, enumerando, deixando o velhinho aqui "pagar o maior mico": - só usar caneta-tinteiro; - nunca sair de casa sem passar talco nos dedos dos pés; - colocar pimenta até no estrogonofe; - levar "equilênios-luz" falando de política depois de mais um dia de trabalho; - tirar a roupa e esquecer pequenos detalhes como sapato e meias; - ir para o famoso banho frio em nossa cachoeira particular, devidamente municiado de cinzeiro, copo, garrafa, cigarros e isqueiro (nessa hora Madame Morcego infalivelmente adentra no recinto e canta aquela musiquinha sem-vergonha que diz "banho é bom, banho é bom, banho é muito bom", supervisionando "zóios, zorelhas, zumbigo", etc e tal...); - reclamar e reclamar e reclamar do ar refrigerando os "foles", já que não é muito fácil viver "saçaricando" por aí com menos 12% da capacidade pulmonar em conseqüência do tabagismo de séculos; - não lembrar que o processo de oxidação dos radicais livres e promissórias vencidas podem interferir até no mais preciso e perfeito sistema de radar e apagar a luz do quarto, insistindo em usar o revolucionário método "braile" para encontrar não só paredes, chão e cama como também a mulher, claro; - viver eternamente apaixonado pela mesma mulher. Manias?! Quem ainda não se pegou rindo de si mesmo, olhando para o céu e percebendo que a vida é o imprevisto, o inesperado, em meio à mania de tentar entender tudo, de saber quem somos ou deixamos de ser, de onde viemos e para onde vamos, sempre apressados e esquecidos de que somos, antes de tudo, apenas nós atados no grande nó da existência? Eh...Eh...Eh... A Idade Do Céu (versão de Paulinho Moska para ¨La Edad Del Cielo¨, de Jorge Drexler) Não somos mais Que uma gota de luz Uma estrela que cai Uma fagulha tão só Na idade do céu Não somos o que queríamos ser Somos um breve pulsar Em um silêncio antigo Com a idade do céu Calma Tudo está em calma Deixe que o beijo dure Deixe que o tempo cure Deixe que a alma Tenha a mesma idade Que a idade do céu Não somos mais Que um punhado de mar Uma piada de Deus Ou um capricho do sol No jardim do céu Não damos pé Entre tanto tic tac Entre tanto Big Bang Somos um grão de sal No mar do céu Calma Tudo está em calma Deixe que o beijo dure Deixe que o tempo cure Deixe que a alma Tenha a mesma idade Que a idade do céu A mesma idade Que a idade do céu
Posted by Morcego at 3:08 AM
Quarta-feira, Março 15, 2006
"Sir" Roula, o príncipe dos pulhas
(Charge do SPONHOLZ) "Serei eternamente grato pelo carinho que minha mulher Marisa e eu e a minha delegação recebemos nestes três dias que estamos aqui. Não sei se terá um lugar no mundo em que eu serei melhor tratado do que eu fui aqui", disse Eqüinácio Ruminate da Silva, em sua total e completa deselegância com os outros países que aturaram suas teatrais visitas ao longo dos últimos três anos. "Hoje, quando entrar no avião e me dirigir a Pernambuco, volto com a sensação de missão cumprida de um homem que está gratificado com o carinho de todas as autoridades, da rainha ao primeiro-ministro, dos empresários do setor industrial aos empresários do setor financeiro, do porteiro do Palácio ao motorista. Todos foram de uma gentileza tão extraordinária que eu não sei se um dia nós poderemos ser tão gentis de retribuir para eles a gentileza que eles tiveram conosco", bostejou Rollinácio Anta Verde da Silva com os olhos cheios d'água, dentes arreganhados, fiofó nas alturas, agradecendo e agradecendo e novamente agradecendo aos ingleses pela hospitalidade. Pois é, "the book is on the table" e a tal da "fairy tale" acabou no mais completo conto do vigário, já que qualquer explicação sobre o brutal assassinato do brasileiro Jean Charles de Menezes deixou de ter importância depois de Tony Blair "pró-meter" apoio à proposta de colocar no buzanfã, quer dizer, colocar o buzanfã de Sua Excrescência Mollucal em um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Acorda povo! O cara é um verdadeiro calhorda! Pau nele, galera! Eh...Eh...Eh...
Posted by Morcego at 10:17 PM
Quarta-feira, Março 08, 2006
Nem toda feiticeira é corcundaO buraco é mais em cima
(Indira Gandhi) Em 1967, lndira Privadarshini Nehru foi escolhida para comandar um país mergulhado no subdesenvolvimento, sonhando com a implantação de um socialismo que respeitasse a formação cultural de seu povo. Indira, iluminada pela história do Pai da Índia, adotou o sobrenome de seu marido Feroze Gandhi sem saber que teria o mesmo trágico fim de Mahatma, sendo assassinada, em 1984, pelos sirks infiltrados em sua guarda pessoal.
(Patrícia Galvão) Aos 17 anos, de blusa transparente, saia curta, cabelos despenteados e cigarro pendurado no canto da boca, ela xingava, em alto e bom som, ao ser provocada pelos reacionários estudantes da Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Um ano depois, transitava livremente no ambiente antropofágico de Oswald de Andrade. Mas foi no ano de 1931 que Patrícia Rehder Galvão, militante do PCB, tornou-se a primeira mulher a ser presa no Brasil por motivos políticos: durante a greve dos estivadores em Santos, Pagu ergueu, ou melhor dizendo, tentou erguer o corpo de um estivador negro morto pela polícia.
(Leila Diniz) Leila só queria ser feliz, mas a maneira como vivia, a forma como administrava a própria liberdade deixava sem dormir os generais... Frigideiras unidas jamais serão vencidas
(Charge do Bira) E quem consegue acreditar que, em pleno século XXI, a violência contra a mulher só aumentou?! Pois é, como dizia minha querida e saudosa avó Morceguita, morcega de estimação de Nostradamus e aeromoça do 14 Bis, que conseguiu escapar da assassina fúria dos mais diversos tipos de hipócritas e ignorantes desde os tempos da Inquisição, "cérebro e liberdade incomodam e só quem já sentiu o calor da fogueira sabe o que é ser carvão". Acorda povo! Dia da mulher é todo dia! Chega de covardia! Pau neles, galera! Quer dizer, frigideira neles, meninas! Eh...Eh...Eh..
Posted by Morcego at 10:45 PM
Domingo, Março 05, 2006
Terra de PedroVila PDVSA
(Charge do Amorim) Alguém já parou para imaginar o que seria do país das "mullavilhas" se o general venezuelano Simon Bolívar (1783-1830), responsável pelas revoluções que culminaram com a independência da Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia, nunca tivesse existido? Ah, estaria tudo, tudinho, na "leslíssima lerda" em que está, tanto lá quanto cá. Por aqui, o tal Simon é irrelevante porque depois que Pedro, o Cabral, desembarcou na "ilha" de Vera Cruz, quem gritou, às margens do Ipiranga, e assumiu uma enorme dívida com a Inglaterra em troca da independência foi um outro sujeito chamado Pedro, também lusitano de pai e mãe, que acabou sendo o primeiro Pedro a sentar no troninho de imperador. Certamente, só quem viu a Unidos da Tijuca, no Desfile das Campeãs, muito bem entendeu o enorme nariz vermelho usado por integrantes da Escola, denunciando que a tal Vila, que por acaso tem o nome da segunda filha do segundo Pedro também imperador, agora, querendo ou sem querer querendo, é a Vila do Chávez, do enredo dos petrodólares, uma espécie de rainha da bateria da Petróleos de Venezuela (PDVSA)... Que papelão! Noel deve estar se revirando todo no túmulo... O Rei Mama
(Charge do SPONHOLZ) E por falar em Pedro, Pedro pedreiro penseiro, devidamente embromado, continua esperando por um milagre que traga emprego, saúde e educação, pelo tal espetáculo do crescimento, quer dizer, esperando o trem que não vem, pelo menos até que São Pedro o chame na fila do SUS, enquanto nosso rei Mama simplesmente finge não ter visto o trem da História passar, preferindo, a exemplo do nefasto FHSebo, pegar uma boa carona no trem da alegria. Na verdade, pouca gente sabe que Mullinácio da Silva, em maio de 1997, tornou-se um feliz aposentado por conta dos dias em que desfrutou da hospitalidade dos generais, fechando acordo para ser retirado da presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo. Claro que o "artista" foi salvo pela própria ignorância, como muito bem relatou o jornalista Pinheiro Salles: "ele não sabia para onde estava indo porque não tinha nenhuma clareza política, não era nada além de um líder sindical. Nunca estudou, nunca fez nada na vida, nunca teve militância partidária ou em coisa nenhuma". Pois é, o pobre do Pedro pedreiro, aquele da canção do Chico, vive de brisa, mas Mollusquinho Pedro Bó da Silva, fazendo o que sempre fez, ou seja, absolutamente nada que preste, na moita, além de se locupletar com a herança "mardita" dos ascorosos esquemas de corrupção, ainda embolsa mensalmente R$ 4.294,12 da "Viúva". É muito cinismo! Acorda povo! Pau nele, galera! Eh...Eh...Eh...
Posted by Morcego at 4:36 PM
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