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Quarta-feira, Fevereiro 22, 2006
Rock, sudorese, whisky e isordilQuintal dos pobres![]() Quem ainda não viu, no centro ou no subúrbio, o espaço chamado calçada, área supostamente pública e destinada à circulação do pobre e mortal pedestre, invadido pelos atendentes e fregueses daquele barulhento bar sem alvará; abarrotado com mesas e cadeiras para um melhor desfrute da tradicional lingüiça frita na mais pura e legítima banha, ou mesmo do churrasquinho de gato do concorrente, enquanto o pagodinho, ensaiado no fundo do quintal, corre solto ao calor da churrasqueira importada diretamente da laje do barraco mais próximo? A vizinhança, desesperada, com certeza não dorme mais, e a patrulhinha, quando aparece, serve única e exclusivamente para imputar um certo prejuízo aos prósperos negociantes, já que os ocupantes da viatura nada fazem além de comer e beber de graça. Jardim suspenso dos ricos![]() Certamente, todo mundo reclama quando pobre faz do espaço público quintal de casa, mas em Copa, princesinha do mar, mais precisamente em frente ao Copabacana Palace, qualquer semelhança jamais será encarada como mera coincidência: rico é rico e vive em alto estilo, com muito whisky, champagne e caviar; tem as bênçãos do prefeito, direito à passarela e desfruta de uma imensa área pública legalmente reservada, no meio da areia, para uso estritamente particular. Inacreditável mesmo é ver que, sem gracejos, "birinights", beliscos e petiscos grátis, a Polícia Militar mantém sob a mais rigorosa e profissional vigilância o lazer dos "VIP". Contando até parece piada... Parque dos dinossauros
(Charge do Sinovaldo) No palco, os dinossauros, cheios de vitalidade, catuaba, ovo de codorna e mais alguns fármacos, mandavam brasa, banindo o reumatismo, pulverizando artrites, exorcizando artroses e sacudindo literalmente o esqueleto de todo mundo, enquanto os fãs, quase 2 milhões de pobres mortais, devidamente afastados do palco, faziam "backing vocal", compondo assim um fundo perfeito para a gravação do DVD. Vale ainda registrar que o ponto alto do show foi quando, ao som de Satisfaction, alguns quase fósseis, quer dizer, jurássicos fãs, aproveitando a distração das enfermeiras, arriscaram passos, abraçando o balão de oxigênio, o pessoal da turma do fraldão e membros flácidos das caravanas vindas das clínicas geriátricas das mais diversas partes do planeta, na mais comovente Confraternização Universal do Formol... Jagger e o jegue
(Charge do Bello) Bem que Jeguinácio Mulla Paralítica da Silva, "peçonha" não grata, tentou aprontar o bote, mas apesar dos insistentes convites palacianos, com ou sem o inútil e rebolativo ministro Xuperto Xil, Mick Jagger, muito vivo, preferiu guardar o cachê de mais de US$ 1 milhão e não aparecer lá em Brasília, indo direto até a escola de seu filho brasileiro Lucas, mais conhecido como Jagguinho, caçula e fruto de uma milionária inseminação artificial produzida com os restos mortais reciclados de uma camisinha não incinerada na farra de 1998. Embrulhando o trouxa
(Charge do SPONHOLZ) Se não faltou esperteza e assessoramento de pistoleira, quer dizer, de primeira a Mick, que soube fugir do assédio eleitoreiro do enlameado desgovernante mor do país das mullavilhas, ao desavisado e "politicamente correto" Bono Vox, sobrou apenas maionese. Já que miséria e nádegas só prestam grandes, o desinformado vocalista do U2, que parece realmente não saber nada de nada do acontece no mundo tupiniquim, além de sentar na mamona do biodiesel, programa que muito lembra a brincadeirinha sem graça do falecido pró-álcool, ainda pagou mico preto, ou melhor, um gigantesco King Kong, como sorridente garoto propaganda na campanha pela reeleição de Corruptácio Pulha da Silva. Pois é, como bem dizia minha sábia avó Morceguita, um dia o Bono aprende o caminho das pedras. Acorda povo! Agora é som na caixa e muita pedra rolando na moleira do Mullalau! Pau nele, galera! Eh...Eh...Eh...
Posted by Morcego at 1:42 PM
Quarta-feira, Fevereiro 15, 2006
Para não dizer que não falei das chargesDo fundo do baú
(Charge do Ponciano) Em 1939, o Bloco da Bicharada, comandado por Haroldo Lobo, puxava uma marchinha falando de greve de fome e Índia. Ao ver os foliões fantasiados de árabes, David Nasser logo alertou: - "Estas fantasias não são de indianos, Haroldo. São de árabes!" Parceiros até então na composição de jingles, Nasser e Lobo improvisaram, reescrevendo a letra e aproveitando parte da melodia, e o famoso bloco, que perambulava pela Gávea, saiu cantando mais ou menos assim: "Chegou a nossa caravana À frente vem Maomé Atravessamos o deserto Sem pão e sem banana... Sem água pra fazer café Allah-lá-ô ô ô ô ô ô ô Mas que calor ô ô ô ô ô ô." Já em 1940, com ou sem água para fazer café, Haroldo Lobo pegou o "pão" e deu uma boa banana para David Nasser, pedindo que Nássara fizesse uma nova letra para a marchinha , conservando, no entanto, o sensacional refrão. No mesmo ano, Carlos Galhardo gravou Allah-lá-ô, pela RCA Victor, em vinil de 78 rpm. E foi assim, em ritmo de festa, que grande parte do povo brasileiro tomou conhecimento da existência da cultura árabe, sem qualquer conflito com o Islã, claro. Na verdade, a única "guerra" realmente travada por aqui, em tantas e tantas décadas, foi marcada por intermináveis batalhas de confete entre foliões, com muita água, cerveja, mulher pelada e animação. Pelo que tudo indica, o único "ob"-viamente incomodado (feito a vovozinha) com essa história é David Nasser que, pela eternidade, aguarda sentado, ou melhor, deitadinho, deitadinho, o reconhecimento da parceria. Allah-lá-ô ô ô ô ô ô ô... Um dedo de diplomacia
(Charge do SPONHOLZ) Pouca gente sabe, mas o único incidente "internacional" relacionado à marchinha Allah-lá-ô ficou por conta de um sujeito, por sinal um "arrrrrentino" que, fantasiado de árabe, altas horas da madrugada, no meio do salão de um tradicional clube carioca, resolveu implementar seu negócio, abrindo parte de sua fantasia e mostrando, para uma rebolativa louraça deslumbrante, o "brinde" que acompanhava a oferta principal, caso ela topasse ajudar implementando o milagre do crescimento daquilo que andava mais minguado que salário mínimo. E lá estava o cidadão, ostentando o quase falecido, brincando de homem-bomba, a exibir seu cinto de (in)utilidades por sobre a pança mais avantajada e sacolejada que corcova de camelo, repleto de frascos suspeitos de conterem estranho gás. Não, não era resíduo gasoso do espirro do Maradona e muito menos substrato de pó de peido radioativo de Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã: era tudo, tudinho lança-perfume! O falso árabe foi salvo por um chargista, claro, e escapou de mofar, até virar petróleo, em um bom xilindró. Allah-lá-ô ô ô ô ô ô ô... O bode do Má-ô-méeééééé
(Charge do Rico) Na verdade, as famosas e literalmente explosivas charges de Maomé, fundador do Islã e ordenança, ou melhor dizendo, mensageiro de "Alá", foram publicadas em setembro do ano passado, mas só agora, depois do lunático imperador WC Bush mostrar claramente que não sossega o fogo no facho até exterminar qualquer coisa viva não norte-americana que se mova sobre aquele imenso e duplamente lucrativo-reflexivo lençol freático, um verdadeiro surto psicótico se alastrou sobre a face da tão judiada Terra. Coincidência, conveniência ou apenas pura demência? Pelo que se saiba, Maomé era o maior "cabeça": não queria ser retratado para que os seguidores jamais tivessem chance de confundir focinho de porco com tomada, quer dizer, para que jamais adorassem um mensageiro em lugar do verdadeiro Senhor. Allah-lá-ô ô ô ô ô ô ô... Conversa para camelo ruminar
(Charge do Clayton) Pois é, como dizia minha avó Morceguita, nunca se viu ditadores ou religiosos ou políticos ou xeiques ou milk-shakes que não se locupletassem em uma boa teta, que não enriquecessem graça à miséria intelectual, moral ou espiritual de um povo; qualquer guerra, até mesmo em nome de Deus (qualquer que Lhe seja o nome atribuído e que Ele nos perdoe por tanta ignorância), que tivesse algo de realmente "santo", que não escamoteasse as mais decrépitas disputas mundanas pelo poder e pela riqueza. Sim, sempre existe um bom e claro motivo econômico por trás do discurso, tanto dos oprimidos encagaçados quanto dos opressores impiedosos. Mas chega de embromação! Quem, em sã consciência, souber exatamente como é a face de Cristo, de Buda, de "Alá" ou mesmo de Maomé que atire a primeira pedra, quer dizer, a primeira adaga! Cambada de hipócritas! Acorda povo! Pau neles, galera! Eh...Eh...Eh...
Posted by Morcego at 7:02 PM
Quarta-feira, Fevereiro 08, 2006
Questão de éti(ti)ca
(Charge do SPONHOLZ) "A ética do PT é roubar", declarou o corrupto mancebo. Até aí, nenhuma novidade: era o impune roto falando do asno esfarrapado que foi apanhado com a mão na botija, com as calças na mão. Hilariante mesmo foi ver a esperteza do nefasto FHSebo, queimando a rosca de Mullinácio da Silva ao mesmo tempo em que enfiava o dedo giratório nas profundezas do fio da cega candidatura Motosserra e enlarguecia, cada vez mais, a rodinha de Alckmin, colocando-se, assim, como um terceiro olho, quer dizer, como via cega de terceira para uma possível candidatura à presidência da Ré-pública pelo intragável PSDB e seus fiéis ali(en)ados. E só para completar a piada, surge mais um artista, o chefe do "politburro", o ofendidíssimo Berzoini, mais conhecido como torturador de velhinhos, afanador do caixa do Minsitério do Trabalho e agente, ou melhor, agenciador do ex-secretário e garoto de programa do falido Primeiro Emprego, clamando por uma maior porção de vaselina eleitoreira. Milagre do cresimento propinatório
(Charge do Bira) Ah, mas o pernóstico pé no saco que enfiou muita grana no bolso e o país, pela porta dos fundos, na tal globalização perfunctória, é esperto, muito esperto mesmo e ninguém pode negar, já que, ao deixar o governo, também entregou, ao sucessor, em perfeito estado e a pleno vapor, a máquina da corrupção, exigindo em troca, dentre outras coisas, o mais profundo silêncio sobre as criminosas privatizações ocorridas em seu desgoverno. Quem quiser pode ignorar, a exemplo da turma do Roda Viva, dar espaço e voz ao morto-vivo filho da "pútrea" mãe neoliburral, mas, em recente edição da revista "BusinessWeek", a Cia Vale do Rio Doce aparece como a 114º maior empresa do mundo, avaliada em aproximadamente US$ 48 bilhões. Isso mesmo, aquela ex-estatal que exportava fartos US$ 1,5 bilhão ao ano, privatizada pela cordinha do excrementício sociólogo larápio, com recursos desencravados do BNDES e farta moeda podre, por míseros e ultrajantes R$ 3 bilhões. Crime de lesa-pátria! Pois é, em se tratando de milagre do crescimento, talvez o cinismo do "sorbonizado" pseudo-intelectual dos banqueiros consiga ser ainda maior que a "mullice" subserviente de Discipulonácio Ignóbil da Silva. Acorda povo! Chega de trocar josta por titica, seis por meia dúzia! Lugar de ladrão é no xilindró! Pau neles, galera! Eh...Eh...Eh...
Posted by Morcego at 1:47 AM
Quinta-feira, Fevereiro 02, 2006
Saudade da Casa da mamãe
(Charge do SPONHOLZ) Mais uma vez Michael Jefferson, com saudades da Casa da Mãe Joana, lembrou dos velhos tempos em que a propina era farta. Em depoimento à Polícia Federal, afirmou ter recebido, em 2002, diretamente das mãos sujas do "doutor" Dimas Fabiano Toledo, então diretor da estatal Furnas, R$ 75 mil para engordar sua campanha. Na barafunda, o ex-de-puta-do e metaleiro dos cofres públicos também enfiou Alckmin e Zé Moto-serra no listão, em poder da PF, com 156 nomes de meliantes do PSDB, PTB, PFL, PL e PP. Curiosamente, o tal doutor Dimas, investigado como principal operador do caixa 2 existente em Furnas, entupido com dinheiro de empreiteiras e prestadoras de serviço que mantinham contratos com a estatal, até o momento continua misteriosamente desaparecido, longe dos olhos, longe do coração, longe das CPIs e da Polícia Federal. Que "mallavilha"!!! Nos bastidores do paraíso
(Charge do Dalcio) Finalmente a Polícia Federal deu o ar da graça e resolveu contar a verdadeira história de Evalério e Dudadão no paraíso da "mallacutaia". Revisando a bimba, quer dizer, a bíblia da corrupção, Paulo Lacerda, diretor-geral da PF, e Luiz Flávio Zampronha, delegado encarregado da investigação, literalmente introduziram um senhor volume, na verdade mais de um, digamos míseros 60 volumes, de inédito capítulo no inquérito "Gênese, A furunfação", promovendo uma surpreendente "rasgação" das pregas do famoso mensalão. Conforme relatado à CPI dos Correios, em depoimento espontâneo do diretor-geral da PF e, depois da conversa reservada com o delegado Zampronha, não faltam provas dos crimes praticados por pelo menos 30 dos distintos e ilustríssimos acusados, ou seja, mais de 30 foram apanhados penteando a mão cabeluda, bem ali, no vibrante toca e toca e toca e toca nas cerdas, quer dizer, nas cédulas do erário púdico. Mas se em fevereiro tem Carnaval, também terá a conclusão das perícias, com encaminhamento do inquérito ao Supremo Tribunal Farofal, atual feudo do estranho personagem Nerso Jobim da Capetinga, e indiciamento de Marcos Venério, Duda Merdonça, Zé Genoino, Delúbio Sem Ares e Henrique Pizza-no-ato, ex-diretor de marketing do Banco do Brejil, integrantes do Bloco do Mollusquinho Doido e os principais responsáveis pelo estrondoso sucesso da marchinha "lavagem de dinheiro, sonegação de impostos, crimes financeiros e formação de quadrilha". E enquanto Safos Valério comanda o benzetacil no circo da promiscuidade política, ameaçando mostrar a cobra que guardou dentro de sua caixa-preta, tentando desesperadamente obter, junto ao Ministério Público, o benefício da felação premiada, melhor dizendo, da delação premiada, Dudadá, envolvido em campanhas e mutretas seculares com políticos e governos de diversos partidos, não dá nem desce, prometendo cantar de galo em uma rinha inesquecível, caso volte a ocupar o poleiro da CPI dos Correios. Pois é, afinadinhos, Evalério e Dudadão, mesmo montados na zebra, não largam o saco, sonhando com os jardins do Éden da impunidade. Acorda povo! Lugar de criminoso é na cadeia! Peia, neles! Pau neles, galera! Eh...Eh...Eh...
Posted by Morcego at 12:45 PM
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