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Terça-feira, Novembro 29, 2005
Sem papa na língua
(Charge do Duke) Depois de formalizado o convite em meados do ano, o Vaticano cancelou tudo. Por pouco, muito pouco, a "pecadora" foi julgada e condenada a arder no mármore do inferno e não vai cantar nem dançar no Concerto de Natal, só porque, no Carnaval, Daniela Mercury, embaixadora do programa Uniaids, da ONU, "pecou" participando ativamente da campanha de prevenção à AIDS do Ministéri(c)o da Saúde, defendendo o uso da camisinha como um "meio de preservação da vida". Certamente, para uma milenar instituição agora sob a "nova direção" do soldadinho que serviu no Reich, é tudo uma questão de "pode mais ou pode menos", de quem vai "poder" e de quem vai ser "podido": saia curta não pode, perna bonita não pode e a camisinha, que reduz geometricamente o número de miseráveis produzidos e despejados na periferia do mundo desenvolvido, também não pode. Ah, mas comer criancinhas, isso esses safados de batina podem, e como "podem"! E quanto menores e mais miseráveis forem as pobres vítimas melhor, mais estarão "podidas", já escrevia, em seu repugnante manual, quer dizer, diário, o padreco Tarcísio Tadeu Sprícigo, verdadeiro Sprícigo de porco que, por obra e graça da "heresia" da lei dos homens, vai passar mais 14 anos e 8 meses rezando em outra cartilha e brincando de "noivinha" em um bom xilindró. Claro que o meliante aí não foi o único a levantar a batina e os dados são alarmantes, pelo menos por aqui: só no Brasil, 10% dos padres ordenados, ou seja, 1.700 sacerdotes, são investigados por abusos sexuais a crianças e adolescentes. Pouco mais de 10 padres pedófilos estão trancafiados, vendo o sol nascer quadrado e roxo, e 40 de seus colegas são foragidos da Justiça.
(Charge do Zope) Em pleno século XXI, torna-se cada dia mais impressionante ver como homens letrados e esclarecidos se escondem por trás de suas saias, apelando à dogmática santa ignorância, e caçam mais bruxas em Salen, perpetuando o silêncio da vergonhosa e sigilosa cumplicidade da transferência da escória que, de paróquia em paróquia, sempre reproduz o mesmo hediondo crime. E no pega para capar, preservando os cofres do Estado do Vaticano e desvianado o foco da principal questão, fingindo desconhecer as nítidas e incontestáveis diferenças entre sexualidade e perversão, entre homossexualidade e pedofilia, a turminha da Inquisição resolveu pegar e capar os gays! Isso sim pode ser chamado de santa hipocrisia!
(Charge do Bessinha) Pois é, como muito bem diria minha sábia e bem comida, quer dizer, bem resolvida avó Morceguita, esse negócio de celibato eclesiástico não passa de pura lorota para ovelhinha dormir! Acorda povo! Pau neles, galera! Eh...Eh...Eh...
Posted by Morcego at 1:51 AM
Domingo, Novembro 20, 2005
Luzes... Câmeras... Ação!
(Charge do amigo e parceiro SPONHOLZ) A viúva Anos 40, Segunda Grande Guerra. Em Salvador, ela era arrumadeira em uma hospedaria. Vulgar e sem qualquer pudor, era conhecida como alegria dos soldados, mas volta e meia conseguia melhorar o batente e a patente segurando firme um bom cabo. Foi assim que passou alguns dias, naquela pocilga, com Roque, natural de Asa Branca, um legítimo covarde por convicção e natureza, que mais tarde acabaria desertando no calor da batalha em um campo na Itália. Tempo vai, tempo vem e a dadivosa criatura, sempre extravagante, conhece outro pilantra, o coronel Chico Malta que, apesar de casado, resolve levar aquele "exemplo de virtude" para sua cidade natal. Completamente apaixonados, os pombinhos engendram uma fantástica história para acobertar o desfrute e a moça passa a se apresentar em Asa Branca como viúva do cabo Roque, filho da p... pútrea terra, herói (?!) morto em combate durante a guerra. E assim nasceu a viúva Porcina, aquela que "foi sem nunca ter sido", um dos mais hilariantes personagens da peça O berço do herói (1963), escrita pelo saudoso Dias Gomes. Dando cabo do santo Quem viu o sorridente ministro Paloffi, já completamente frito, falando de sua querida mãezinha na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), sabe que ele, mais um santo milagreiro da desastrosa política econômica, apesar de aplaudido até pelos pais da criança, não escapa da convocação para depor na CPI dos Bingos. E são tantos os crimes atribuídos a Paloffi Santeiro que se ele não desertar logo, no meio do tiroteio, corre o risco de atrapalhar não só as mentiras, mas também os planos de reeleição de Molusquinho Malta, terminando como o cabo Roque, envenenado pelas amadas "companheiras" prostitutas dentro do bordel. Apesar do terrorismo apregoado pela seita dos adoradores do eterno rodopio do décimo dedo cravado, qualquer que seja o desfecho da piada, com ou sem camisinha, em nada será capaz de alterar os rumos da Economia sempre ávida por qualquer novo amante que saiba sacudir a pulseira no "kama-surta neoliburral". CPI da viúva No segundo ato, tivemos a pífia performance de Aí Malandro, quer dizer, Amir Lando (PMDB-RO), presidente da CPI da Compra de Votos, tentando "ordenhar" as tetas do cofrinho de Propinácio Malta da Silva com a falácia de obter assinaturas para prorrogar uma CPI que, tal e qual Inês, já estava morta na véspera, feito peru de Natal. Em seguida, o espetáculo non-sense ficou por conta de outro gaiato, testa de ferro de sinhozinho Sarney e ex-ministro da (In)Justiça nos tempos em que sequer usavam vasilina para impor a dita-dura, o relator Ibrahim Abi-Ackel (PP-MG) que, com cara de bezerro desmamado, "aftuosamente" leu seu inútil "ralatório", concluindo que não houve mensalão: tudo não passou de mero "recebimento de vantagens financeiras indevidas por parlamentares e dirigentes partidários, com periodicidade variável". Ficando o dito pelo não dito e devidamente preservado o anonimato dos ativos e passivos atores dessa imensa fornicação nacional, ainda não satisfeito com seu papel de voyeur, o famoso colecionador de pedras preciosas, choramingando, esclareceu que a falta de qualquer resultado sobre a questão da compra de votos foi conseqüência direta do desleixo dos corruptores que esqueceram de pedir recibo aos eternos "receptores". Pois é, o dia seguinte ao do fim da CPI da Propina, que muito bem poderia ser chamada de CPI da Porcina, a CPI que "foi sem nunca ter sido", mostrou o quão teatral continuam os milagreiros, os coronéis, as prostitutas e seus rebentos que fazem do país das "mullavilhas" uma inigualável e inconfundível "obla" da mais pura "fricção". Acorda povo! Pau neles, galera! Eh...Eh...Eh... Bravo!![]() E não poderíamos deixar de registrar e agradecer ao nosso genial e talentoso amigo Roque Sponholz pela generosidade e pela parceria. Valeu Roque. Um abração.
Posted by Morcego at 12:33 AM
Domingo, Novembro 13, 2005
Show de calourosTricotando com Buratti
(Charge do Lex) Mais uma vez o Ministério Público convidou Rogério Buratti para uma visitinha, para outro chazinho das 5, com farta distribuição de brindes. No tricota daqui, tricota de lá nem foi preciso pagar uma dose de cachacinha para que o passarinho bingador da CPI deixasse ardido o já fedido "buratti" do Palocci, revelando o nome de mais alguns passinhos criminosos especiais da coreografia do médico bailarino e meliante que gastou nosso suado dinheirinho na montagem da tragicomédia "O milagre do crescimento vegetativo do décimo dedo": - espaguete arregaçado, caracterizado pela intermediação da doação de José Paulo Teixeira da Cruz Figeuiredo, o Vadim, e José Valente de Oliveira Caio, empresários do setor dos bingos, para a campanha de Ignorácio CorruPTtulla da Silva, contando com participação especial do coordenador para assuntos "propinatórios" Roberto Carlos Kruzweil, dono da locadora que cedeu o Omega blindado para transporte dos dólares vindos de Cuba; - maionese no piteuzinho, uma criação coletiva, realizada no Hotel Sofistel, em São Paulo, com ativa e intensa participação da trupe dos donos de bingos, ficando acordado que, no futuro e sem futuro (des)governo de Surrupiácio da Silva, as atividades ilícitas do setor seriam legalizadas, e - agasalhando o croquete, cujo início está muito bem marcado com a indicação de um dirigente da Leão Leão, empresa que superfaturava o lixo Ptista, para dirigir a "magavilhosa" Visanet que, por acaso, pagou R$ 10 milhões, surrupiados do BB, à agência DNA para manter o fluxo do ciclo "monstrual" do valerioduto. Não satisfeito, Rogerinho, em mais uma peripécia, mostrou a chamada garganta profunda, revelando que ele e Rodrigo Cavalieri, dono da MC Consulting, com as bênçãos de Palocci já ministro, facilitavam tudo na Comissão de Financiamento Externo (Cofex) do Ministério da Fazenda para que as prefeituras do Partido dos Trambiqueiros obtivessem empréstimos junto ao Banco Mundial. Rodinha da fortuna
(Charge do SPONHOLZ) Era uma fila enorme, com de-puta-dos sorridentes, como criancinhas que aguardam a chegada de Papai Noel, acotovelando-se diante das câmeras para assinar o requerimento com pedido de prorrogação da CPI dos Correios. Quem viu não acreditou no que estava acontecendo no país das "mullavilhas". O que seria aquilo? Um surto psicótico de honestidade tardia? Claro que tudo fazia parte de um grande espetáculo de embromação e não demorou muito para que logo fosse esclarecida a enorme farsa. Em seu gabinete, o sapo barbudo, acostumado a encher o nosso saco enquanto enche sua burra nos cofres públicos, logo apareceu para receber os alienados, quer dizer, aliados, com aquela peculiar disposição de abrir o verdadeiro baú da felicidade, negociando pessoalmente a liberação de verbas federais para as emendas, prometendo mundos e fundos em troca da retirada da assinatura dos manjadíssimos de-puta-dos. Mas apesar da farta distribuição de supositórios de vaselina, dos imensos e contorcidos esforços entéricos e mesentéricos do caloteiro e cascateiro Cagnácio Pulha da Silva, diante do crescente movimento popular "voto zero", os "pralamentares" decidiram consagrar o cabalístico número 171, que muito bem define essa camarilha, mantendo armado o palco da CPI até abril de 2006. Pois é, como dizia minha doce avó Morceguita, "santo quando vê muita esmola desconfia", já que para "mau" pegador, ou melhor, pagador até o bilao, quer dizer, a chave do cofrinho atrapalha. Acorda povo! Pau neles, galera! Eh...Eh...Eh...
Posted by Morcego at 3:07 PM
Domingo, Novembro 06, 2005
Opereta dos malandrosA pipa do vovô
(Charge do Simon) Já em 28 de setembro de 2003, graças ao velho "faro de foca", estávamos baixando o pau nas lágrimas "crocodilosas" e amargas de Petra Von Dirceus, nas incontáveis visitas da trupe de Idiotácio da Silva à ilha, nos até então ilógicos e inexplicáveis acordos "bi-molluscais" envolvendo, inclusive, BNDES e Petrobras em um verdadeiro conto do vigário na teatral renegociação da dívida cu-bana. Claro que Fidel é fiel e até declarou publicamente que, com ou sem ternura, continua duro, negando a paternidade das caixas de whisky e de charutos de U$ 3 milhões, mas de nada adiantou: Disse-Mullácio da Silva continua xaxando no "paredón", sem conseguir explicar tanta "reciprocidade", mesmo sabendo que a pipa do vovô não sobe mais e faz muuuito tempo... Eh...Eh...Eh... Queimando a rosca
(Charge do Clayton) Quem anda com a bola murcha, louco com a prevaricação do barbudo e cheio de dor de corno é o abandonado Zé-bu Bedeu que, apesar de correr e recorrer aos supremos milagres do amor abençoado por Eros sem qualquer Grau, mesmo emprenhado até os chifres, quer dizer, empenhando dotes e culotes, não terá sua rosquinha preservada como o sortudo de-puta-do Mabel. Vai arder... no mármore do inferno do plenário da Câmara de gás! Couro de pipa
(Charge do Zé da Silva) Apesar do infinito entra-e-sai das venérias relações perigosas e das escusas transações, ou melhor, "ex-cu-sas" transações constantes da contabilidade paralela das empresas de Marcos Valério, Osmar Serraglio (PMDB-PR), relator, informou que a CPI dos Correios conseguiu isolar o DNA do vírus que atacou o chamado "paciente zero", quer dizer, como a empresa de propaganda DNA conseguiu inocular o terrível vírus Molluschius Corruptus operandis nas veias do pobre e indefeso BB (Banco do Brasil). Vírus de bruços
(Charge do SPONHOLZ) Por sua vez, Desavergonhácio Pulha da Silva, bola da vez, em meio ao mar de lama, diretamente de Mar Del Plata, completamente bêbado, aparece em cadeia (quem dera...) ou jornal de enorme penetração nacional dizendo que não sabia de nada, que é tudo mentira, coisa das "zelites", denuncismo da imprensa "marronzista", tudo "supositório", enquanto mais um aparelho de arrecadação ilícita do Partido dos Trambicadores explode, mostrando ao respeitável (?) público, pela primeira vez, como o Executivo e o Legislativo caminham de mãos dadas pelos babilônicos jardins suspensos do valerioduto. Pois é, por maior que seja a titica, continua todo mundo solto e faceiro por aí. E o povo? Ah, o povo permanece anestesiado, sentado, olhando para a telinha, esperando pela morte da bezerra loura na novela "La mierda". Acorda povo! Chega de embromação! Impeachment já! Lugar de dissoluto é no xilindró! Pau neles, galera! Eh...Eh...Eh...
Posted by Morcego at 10:38 AM
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