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Coisas de Blogueiro





Domingo, Outubro 30, 2005


Nem Freud explica




(Charge do SPONHOLZ)


Indicado, em 2004, por Descaramentácio da Silva para o Supremo Tribunal Federal (STF), Eros Roberto Grau faz vergonhosamente o que pode e não pode com a cinta-liga da Justiça para manter vivo e operante o sado-masoquismo político de seu amigo íntimo e operador do milionário esquema de assalto aos cofres públicos com farta distribuição de propina a parentes, amigos, afilhados, ex-amantes, filhos do boto, capangas do Executivo e "pralamentares" da base "alienada":

- votou, juntamente com Nelson Jobim, pela interrupção do processo de cassação do Zé Bedeu no Conselho de Ética por acreditar que de-puta-do licenciado, mesmo optando por receber salário e vantagens oferecidas pelo Legislativo, uma vez ministro, deixa de ser filho da mesma mãe, não precisando ter ética e muito menos decoro;

- concedeu limitar proibindo o Conselho de Ética de usar qualquer prova obtida, pela CPI dos Correios, com a quebra do sigilo telefônico e bancário do Zé, e

- depois do 13 a 1 na Câmara de gás, das 13 pauladas na moleira a favor da decapitação do ex-(primeiríssimo)-ministro de Mullalau, tirou do bolso outra liminar ordenando que seja refeito o relatório apresentado por Júlio Delgado (PSB-MG), ou seja, invalidando a votação.

Mas o que pouca gente sabe é que o "santo" Grau não tem nada de santo, sendo um Eros que está mais para Thanatos, condenado pela 7ª Vara da Fazenda por violação à Lei de Licitações, já que "se teria beneficiado em oito contratos com dispensa de licitação para consultoria e assessoria que firmou, na condição de advogado, com a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô)".


Não Freud nem sai de cima




(Charge do SPONHOLZ)


Inspirado pelo amasso naquele contato imediato e de terceiro grau com os avantajados "airbags" da arfante cantora Mamá de Belém, Cambaleácio da Silva, mais mamado que peru em véspera de Natal, na abertura do 33º Congresso Brasileiro de Agências de Viagens - Feira das Américas, conseguiu superar seu próprio recorde de mullice etílico-cerebral, criando uma nova e curiosa figura, a paternidade coletiva do filho sem pai:

- O avanço do setor é fruto da parceria entre a iniciativa privada, o governo federal, estados e municípios. Não se disputa quem é o pai da criança. É um pai coletivo. Na verdade, essa criança não tem pai. Está em um orfanato chamado Brasil.

"Estou ficando velho e aprendendo que temos de levantar todo santo dia e fazer uma reza profunda, para que a gente deixe o otimismo no banheiro, dê descarga nele logo cedo e saia para a rua", desaguou, sem dó e nem piedade, Disentericácio Amebulla da Silva, em mais um de seus fétidos "episódios" encéfalo-amebianos.

A grande verdade é que no tal orfanato chamado Brasil, os órfãos somos nós que, sem pai nem mãe, cansamos de tanta reza "profunda" e aguardamos ansiosamente o bendito santo dia no qual, juntamente com o demente otimismo, Molusquinho também enfie os tentáculos capilares no próprio toletinho, dê descarga, e saia escorrido pela fossa, quer dizer, corrido pela porta dos fundos do Palácio do Planalto, desaparecendo para sempre no sumidouro de seu partido.

Pois é, mas até quando o povo continuará sorridente diante de tanta fornicação? Acorda povo! Pau neles, galera! Eh...Eh...Eh...


Morceguinhos(as) que se manifestaram: ......


Sexta-feira, Outubro 28, 2005


Imperdível



Minas Gerais não é só terrinha boa das lembranças da infância, do "queijin de coaio", dos docinhos de "vó" Morceguita, dos banhos de cachoeira e dos beijinhos roubados das primas... O nobre SPONHOLZ que o diga. Não, não, o Roque não andou comendo "queijin" nem docinhos e muito menos as minhas primas, quer dizer, beijando as minhas primas! Humor é coisa séria e nosso genial amigo participa do 7° Salão Internacional de Humor de Caratinga, nas categorias

charge




e caricatura




O Salão vai rolar até dia 1° de novembro e tem endereço certo: Rua Prof. Colombo Etienne Arreguy, 205 - B. Nossa Sa. Aparecida - Caratinga - MG. Vale o vôo, galera! Eh...Eh...Eh...


Morceguinhos(as) que se manifestaram: ......


Quarta-feira, Outubro 26, 2005


Só a cabecinha


Influenza "malígrina"




(Charge do Brandão)


Júlio Delgado (PPS-MG), relator do processo de cassação do Zé Bedeu no Conselho de Ética, amanheceu com a cabeça inchada, sendo que a enxaqueca ficou ainda pior ao chegar à Câmara da mãe Joana: vários arquivos e pastas desapareceram misteriosamente de seu computador. Não demorou muito e Luiz Antônio Eira, diretor do Centro de Informática da Casa, apareceu para dar explicações médicas, quer dizer, técnicas, afirmando inexistir qualquer ataque de hackers ou mesmo do vírus da influenza e que tudo não passou de um breve episódio de amnésia do computador. Parte dos arquivos foi recuperada e o equipamento passa bem, estando aos cuidados da equipe médica de Maluf.


A "lesura"




(Charge do J. Barreto)


O Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou o placar da peleja, ou melhor, o resultado da auditoria nos gastos da Secretaria de Comunicação da Presidência da Ré-pública (Secom) durante a (indi)gestão de Luiz Gu-chicken, que sabe como ninguém ciscar dinheiro público, concluindo que houve um grande conchavo entre governo, agências de publicidade e gráficas paulistas. No país de tolos, só o superfaturamento com a publicação da revista "Brasil, um País de Todos", entre 2003 e 2004, gerou um rombo de pelo menos R$ 5,77 milhões, sem contar que, dos R$ 13,45 milhões jogados no lixo com publicações inúteis e exemplares que sequer foram entregues, R$ 6,36 milhões serviram para engordar, dentre outras, as contas de Duda Mendonça e do publicitário Paulo de Tarso Santos, criador do jingle Lula-lá.

Em nota oficial, a assessoria da Secom, acreditando que somos todos "lesados", não explicou o pagamento de R$ 2,70 por exemplar cotado entre R$ 0,47 e R$ 0,68 no mercado, mas sustentou que os processos de contratação e pagamento dos serviços gráficos foram conduzidos com "total lisura", ou melhor, "lesura".


Planalto Tur




(Charge do Paixão)


E a "viagem" psicodélica continua! Depois da farra com os cartões de crédito corporativos, chegou a hora e a vez dos flácidos membros dessa quadrilha que se instalou no Palácio do Planalto tentarem meter mais uma fiofó do povo. Sem qualquer prurido, Desavergonhácio da Silva e seus amiguinhos já gastaram mais de R$ 1 bilhão com diárias: R$ 391 milhões em 2002, R$ 317 milhões em 2003, R$ 404 milhões em 2004 e, em 2005, nada mais nada menos que R$ 324 milhões.

Só para registrar, o valor surrupiado pelo Executivo com viagens "foi cinco vezes maior do que o Orçamento deste ano do Ministério da Cultura e 44 vezes maior do que o total investido no Programa Primeiro Emprego também em 2005".


Circo do carequinha




(Charge do SPONHOLZ)


O grande show fica para quinta-feira, por conta da CPI do Mensalão, que promove mais um hilariante espetáculo para o respeitável (?) público, reunindo um elenco para ninguém botar defeito: Marcos Valério, Simone Vasconcelos, Delúbio Soares, Já-sinto Lamas, Emerson Pau-me-ergue, Manoel Severino Santos, Cláudio Taca-pedra-na-Genu e Waldemar Deu-de-Costas Neto, todos juntos e mentindo solenemente.

Já na CPI dos Bingos, hoje, teremos Gilberto Carvalho, chefe do gabinete do escorregadio Sabonetácio da Silva, para um papo cabeça com os irmãos de Celso Daniel, defunto mor e guardião da chave para ingresso no fantástico e "mallavilhoso" paraíso Ptista da propina.


Enlarguecendo a rodinha




(Charge do SPONHOLZ)


E por falar em acareação e caras-de-pau, vale lembrar que Excrementácio da Silva, já não tão esquecido assim, enviou Jaques Vagner, ministro do bate-coxa e das Ralações Exteriores, para uma negociata, em dólares, com integrantes da CPI dos Bingos, de forma a não ter sua imagem "exposta" durante a acareação.

Pois é, como dizia avó Morceguita, a prostituição é a profissão mais antiga do mundo e os políticos são todos filhos d... Dela! Acorda povo! Pau neles, galera! Eh...Eh...Eh...


Morceguinhos(as) que se manifestaram: ......


Segunda-feira, Outubro 24, 2005


Na-na-ni-na-NÃO!




(Charge do SPONHOLZ)


Nos países ricos, plebiscitos e referendos são feitos por ocasião das eleições, enquanto em Terra Brasilis, a verdadeira ilha da fantasia onde um Congresso corrompido, um Executivo de corruPTores e um Judiciário jurássico provocam frouxos de riso, o desperdício de R$ 274 milhões pode ser coisa muito, muito natural. Embora possa parecer piada, esse foi o valor da conta apresentada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a pilhéria do "sim" ou "não" em resposta a um desarmamento mais irreal do que passeio de Mullalice pelo país das "mullavilhas".

Caquinha feita e sem possibilidade de ser desfeita, a correria torna-se ampla, geral e irrestrita em Brasília: (des)governo e "pralamentares" estão com as calças, que jamais honraram, literalmente na mão; borram-se todos, sabendo que, passada a euforia dos sonhadores e a credulidade dos ingênuos, o povo vai querer saber direitinho como, onde e porque gastaram tanto dinheiro com o tal referendo, enquanto o povo continua morrendo de fome, mergulhado na insegurança nossa de cada dia.

Apesar do brasileiro mostrar ser capaz de resistir, de não sucumbir ao poder da lavagem cerebral da mídia alienante que o tenta e atenta o juízo, que prega a passividade doentia, os verdadeiros e inconfessáveis motivos dos legisladores, os interesses envolvidos no que a princípio parece inigualável idiotice, total desperdício, completa irresponsabilidade e irrefutável alienação, continuam e continuarão submersos no imenso mar de lama dos escusos interesses nada nacionais, nacionalistas ou progressistas.

Certamente, a vitória do "não" representa muito mais do que a mera questão da comercialização de armas de fogo, usada para encobrir problemas complexos gerados pelo desgoverno, pela subserviência aos interesses estrangeiros aos quais se curvaram, por décadas, e ainda se curvam os joelhos do país, e evidencia a saudável repulsa sentida quando da tentativa de ingerência sobre inalienável direito do cidadão por parte de um incompetente, inoperante e incoerente Estado, incapaz de promover e, muito menos, de assegurar a chamada Segurança Pública.

Mas que ninguém se espante quando em breve, muito breve, um desses cão-gressistas gaiatos ou mesmo um dos incompetentes responsáveis, ou melhor, irresponsáveis pela nossa segurança, aparecer na telinha, com aquela cara mais lavada, enxugada e centrifugada do mundo, sorridente, fazendo mais uma grande cachorrada, alegando que AR 15, granada e afins estão nas mãos de bandidos, de traficantes, única e exclusivamente por culpa do povo que, no referendo, votou "não"...

Pois é, como dizia minha avó Morceguita, para combater esses pulhas, se não bastarem as urnas, sempre teremos nossa fé na democracia e um bom porrete na mão. Peroba neles, galera! Eh...Eh....Eh...


Morceguinhos(as) que se manifestaram: ......


Sexta-feira, Outubro 21, 2005


Amigo é para essas trolhas




(Charge do Sinfronio)


E o grande todo poderoso Zé, ex-primeiro ministro da democratura de Debiloidácio da Silva, hoje não passa de um mane e ainda faz questão de provar que decoro parlamentar, só para lamentar, lá por aquelas bandas, existe apenas na Casa da Mãe Jeany Córner: com velas, charutos, farofa e galinha preta, fez despachos diretamente para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e para o Supremo Tribunal Federal (STF), tentando empatar os já tão empatados "trabalhos" do Conselho de Ética.


Lascando água na fervura




(Charge do Age)


Na CCJ, quando o santo do pau oco baixou, o de-puta-do Darci Coelho (PP-TO) literalmente expeliu parecer favorável ao arquivamento do pedido de cassação que tramita no Conselho de Ética, alegando, com a cara mais lavada do mundo, que, uma vez que o PTB solicitou a retirada do processo, os crimes cometidos pelo Zé deixaram simplesmente de existir. Que primor! É um artista!

Outro hilariante e recente espetáculo ficou por conta da atuação de Nelson Jobim, mais precisamente no STF: além de tentar convencer cada um dos "companheiros", quer dizer, cada um dos ministros a salvar a pele do Zé concedendo uma liminar, ainda fez o seu terrorismozinho de terceira classe, falando em bicho-papão, na Cuca que vai pegar, e até mesmo em uma intervenção do Congresso para "destituir do cargo um dos ministros do STF por discordar de um eventual voto proferido em julgamento" (viajou na maionese!), impedindo, inclusive, que o ministro Gilmar Mendes abrisse a boca para argumentar.

Pensando bem, diante do que se viu e ouviu, não foi por obra do acaso que os Magistrados do sul do país lançaram um manifesto pedindo a imediata renúncia de Nelson Jobim já que, em lugar de presidir o Supremo, vive passeando pelo Planalto, acreditando ainda ser ministro da Justiça, ou enfiado nos gabinetes de "pralamentares", com saudades do PMDB, fazendo acordos e trabalhando sua futura candidatura à Presidência da Ré-pública...


Vai chupar um... prego!




(Charge do SPONHOLZ)


Mas a estratégia de apelação e depilação do paranóico Zé, se é que isso pode ser chamado de estratégia, dessa vez serviu apenas para deixar um desafinado Jobim completamente fora do tom, já que 7 ministros, afinadinhos, provaram que STF não é o Supremo Tribunal do Frango e muito menos da Farofa.

Para felicidade do torresminho, do chope geral da Nação, vale comemorar e conferir como pelo menos 3 ministros detonaram o que pode ser classificado como verdadeira tentativa de empulhação jurídica no país das "mulavilhas":

- Quem está ministro pode responder como congressista que é por quebra de decoro parlamentar. Por estar de licença, o parlamentar não está dispensado de se portar com o decoro exigido dele - declarou Ellen Gracie.

- Não se despe o parlamentar licenciado da condição de parlamentar - confirmou Marco Aurélio Mello.

- O direito a um governo honesto traduz uma prerrogativa não suprimível da cidadania. A imputação a qualquer membro do Congresso Nacional de atos que importem a transgressão ao decoro revela-se da maior gravidade. No fundo, falta de decoro parlamentar é falta de decência no comportamento pessoal, capaz de desmerecer a casa dos representantes - "detonou" Gilmar Mendes.

Pois é, e agora José? Não vai sobrar prega sobre prega, quer dizer, pedra sobre pedra de seu prostíbulo reacionário...Quer um conselho para escapar do Conselho? Engole a estrelinha e "se vira nos 30"! Acorda povo! Peroba nele, galera! Eh...Eh...Eh...


Morceguinhos(as) que se manifestaram: ......


Segunda-feira, Outubro 17, 2005


Tem culpa eu?




(Charge do SPONHOLZ)


Muitos teóricos falam da importância do polegar no desenvolvimento do Homo sapiens, mas ninguém ainda foi capaz de analisar, com a devida profundidade proctológica, o efeito da ausência do dedo "mindinho" na vida de um corneiro mecânico. Qual não seria a aflição de Cefalópode da Silva diante da impossibilidade de retirar mucopolissacarídeo do nariz ou mesmo aquele cerúmen que insiste em obstruir as trompas de Eustáquio, provocando gestação tubário-tentacular comprovada nos ruminantes e relinchantes discursos feitos só para emprenhar o desavisado cidadão pelo ouvido?

Certamente a ausência do dedo e não de resquício de algum cérebro impediu que Nefelibático da Silva, que diariamente confessa ser incapaz de saber o que acontece em seu próprio desgoverno, consultasse até mesmo o Siafi (Sistema Integrado de Acompanhamento Financeiro), só para constatar o sucesso de seus churrascos na Granja do Torto e das "mullavilhas" das sapatilhas e rodopios do superávit do bailarino Palocci, tão aplaudido e enaltecido pelas "zelites" dos agiotas, capaz de liberar apenas 0,24% da verba prevista no Orçamento para combate a doenças do gado.

E mais uma vez Esquizofrenácio da Silva, com sua vara de "tocá gado", com sua cínica política de avestruz, alegando ser inocente, ser o próprio boi de piranha dessa febril e ardente história, tratou de arrumar uma desculpa, de procurar um otário, afirmando que a culpa pela febre do rebanho só pode ser do criador incapaz de impedir o incontrolável furor uterino da impudica e desavergonhada vaca ao avistar o pobre boi, sem saber que boi não é touro e que boi só tem chifres porque é capado! Ah, coitado! Ô Muuuuuuulla!

Na verdade, a nossa carne de primeiríssima, de padrão internacional, aquela carne que o brasileiro jamais sonhou sentir sequer o cheiro, está contaminada e encalhada nos portos. Os gringos, que realmente prezam pela chamada segurança alimentar, sabem que inexistem vontade política e verba para a uma completa e eficaz fiscalização.

Pois é, do jeito que a coisa vai, só há um caminho para desafogar esse "encalhe" e diminuir os prejuízos do agronegócio: a venda dessa podridão no mercado interno, fomentando o churrasquinho de coroamento da rainha da laje, com o quilo da mais nobre e suspeita carne vendido pela metade do preço, por volta de R$ 4,00. E como dizia minha querida e sábia avó Morceguita, em terra onde urubu antes de comer pede passaporte do boi, haja vaselina para tanta "dedografia" no fiofó do brasileiro... No meu não! Acorda, povo! Seringa no dele, galera! Eh...Eh...Eh...


Morceguinhos(as) que se manifestaram: ......


Terça-feira, Outubro 11, 2005


A andorinha que fez verão




O rio São Francisco, vítima da construção de represas para hidrelétricas e do desmatamento de suas margens, está morrendo... De sede! Com 2.700 km de extensão, além dos 168 afluentes, também recebe redes de esgotos de incontáveis cidades e dejetos industriais. O velho Chico, enfermo e quase sem peixes, agoniza, degradado pela irresponsabilidade e pelo descaso dos governantes, aguardando, indefeso, o último golpe: a transposição.

De um lado, a desobediência civil que muito lembra o Pai da Índia (não paraguaia...), a coragem de um único homem capaz de ensurdecer só para ouvir o longo, angustiante e silencioso lamento do rio. Do outro, a determinação dos corruPTos de sempre, ávidos por faturar gorda fatia dos R$ 4,5 bilhões previstos inicialmente para serem gastos no projeto, sonhando com o delicioso e ilícito retorno do superfaturamento, com o desvio de verbas, com as malacutaias viajantes dos "aereoporcos" e com os favorecimentos sempre vende-compro-metedores.

Nos bastidores do circo chamado BraZil, mais um verdadeiro milagre da comédia internacional acontecia, guiado pela máxima "fran-chicana" do "é dando que se recebe", e o espetáculo do emburrecimento ascendia e acendia os refletores. Arrogante, Anencefalácio da Silva, filho legítimo da "Santa Inguinorança" recitava sua própria bíblia:

- Tenho uma paciência de Jó, mas, se todo mundo que não concordar com alguma coisa fizer greve de fome, fica complicado. Vá perguntar para o bispo. - arrotava CorruPTácio, com seu cínico sorriso etílico, ao ser indagado pelos jornalistas sobre o estado de saúde do religioso.

Mas se ao bispo não faltaram convicção e disposição, a essa verdadeira e empulhatória Mulla paralítica faltou amígdala (só para não escrever culhão, claro), e ao primeiro sinal de reprovação emitido pelos gases fétidos dos que ocupam o trono do chamado (i)mundo desenvolvido, foi "pianinho", de quatro, rastejante e encagaçado, telefonar ao papa para se queixar do bispo, mandando ministros com cartas de alforria e de euforia, tentando uma rendição, quer dizer, negociação.

Apesar de tantos pesares, a Justiça, que é cega, mostrou não ser burra e logo veio sentença da Excelentíssima juíza Cynthia de Araújo Lopes, da 14ª vara da Justiça Federal de Salvador, na liminar concedida em resposta a uma ação civil pública apresentada pelo Ministério Público Federal e Estadual da Bahia junto com outras seis entidades, suspendendo a imoral licença provisória (?) concedida pelo IBAMA: "não há como negar as enormes incertezas que rondam a realização da obra dessa magnitude, residentes [...] nas graves e inúmeras falhas e omissões nos estudos que embasaram a emissão de licença ambiental, [...] que indicam a impossibilidade atual de mensuração real dos impactos do empreendimento sobre a vida das comunidades tradicionais".

Nós, do Morcego no Ar, com o fiofó devidamente encostado na parede, aplaudimos de pé a greve de fome de Dom Luiz Flávio Cappio que provou que uma andorinha, mesmo sozinha, faz verão, embora o clérigo esteja começaaaaaando" a desconfiar que foi apenas mais uma vítima do conto do vigário, quer dizer, do Vigaristácio da Silva. Coitadinho do padre, tomara que não levante a saia! Acorda povo! Pau na burra, quer dizer, na Mulla, galera! Eh...Eh...Eh...


Morceguinhos(as) que se manifestaram: ......


Sábado, Outubro 08, 2005


Edição Especial
Três anos no ar...


O Morcego no Ar hoje comemora três anos de existência, de resistência, depois de derrubar, com um certeiro direto de esquerda (já que somos todos canhotos mesmo... Eh...Eh...Eh...) e deixar em "knocked down", babando, em coma, um desavisado glaucoma que anda mais cego que tamanduá em véspera de eleição.

Pois continuamos voando, resistindo, vivos, conscientes, conclamando o povo brasileiro a assumir as rédeas de seu próprio destino, a desfrutar da cidadania plena: "quem sabe faz a hora e não espera acontecer".

Certamente, devemos grande parte de nossa resistência ao carinho de todos os queridos amigos que sempre passam por aqui, que deixam seus comentários, que opinam, que demonstram estar cientes e conscientes de que nem todos vivem no país das "mullavilhas".

Cabe aqui um agradecimento especial ao genial amigo SPONHOLZ, dono de uma lucidez ímpar, singular, de senso crítico invejável.


Tudo brincadeirinha




Quem disse que o cidadão tem obrigação de comprar uma arma? Idiotice pura, compactuada pela Plimplim que escalona seu elenco "novelístico-fantástico-televisivo" para convencer os ignorantes que a proibição de qualquer coisa possa ser solução para a incompetência das "otoridades" no país do desgoverno. As propinas rolam, o valerioduto progride, os agiotas nacionais e internacionais sugam nosso sangue, e marginal é o cidadão?

De forma hilariante, ninguém questiona quanto vai custar, o quanto vai doer no nosso bolso esse plebiscito inútil, que movimenta milhões e milhões. Ao cidadão comum, idôneo, será negado o direito de defesa de sua casa, de sua família, enquanto a marginalidade cresce livre, leve e solta, enquanto proliferam, nas mãos dos bandidos, armas advindas do contrabando, abençoadas e ungidas pelos policias corruptos e pelos políticos eleitos pelo tráfico de drogas? Ah, quanta ingenuidade!

É proibido proibir, muito bem cantou Caetano Veloso, em um tempo tão próximo e tão distante que ainda apavora e levanta as orelhas de qualquer morcego. Será que essa cambuta de filhos da pada teme um levante em que o povo, cansado de ser enganado, manipulado e tripudiado, saia do analfabetismo político e pegue "nas armas" para exigir um governo que, no mínimo, governe e esteja limpo, isento dessa imoralidade que nos sufoca?

E ficaremos todos bem comportados, subjugados pela nossa covardia, entrincheirados nas praças gradeadas, trancafiados em nossas próprias casas, temerosos, expostos às conseqüências de décadas de uma política econômica que fomenta a miséria, achando assim tão bonitinha, tão "politicamente correta" a deterioração dos valores e dos nossos direitos constitucionais?




O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão,
do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política.
Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta,
o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra,
o corrupto e lacaio "dos exploradores do povo".
(Brecht, 1898-1956)

Acorda povo! Pau neles, galera! Eh...Eh...Eh...


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Terça-feira, Outubro 04, 2005


O menino deu o recado




(Charge do Nei Lima)


Depois de uma boa "saco-dedela" e muita caloria no fiofó, Silvinho Land Rover Pereira, abandonado para assar feito batata doce carbonizada em fogueira, gozando da mais completa e profunda solidão político-financeira, resolveu dar um susto nos "patrões" com uma entrevista-bomba, insinuando que todos naquele antro eram cúmplices, tinham pleno conhecimento do afluxo "monstrual" de recursos ilícitos que patrocinava governo e partido, só para, no dia seguinte, desmentir a chupação, a sangria compartilhada na mesma veia, claro. Para bom entendedor o recado estava dado, muito bem dado.

Certamente, nessa brincadeira, quem realmente escorregou na maionese e se deu mal foi Paulo Pereira, secre(o)tário de Relações Internacionais do PT que, sem qualquer cacife, apostou alto e pegou carona no braseiro, admitindo que todo mundo da executiva nacional sabia e fingia não saber nada sobre os "recursos informais nas campanhas eleitorais" vindos também do exterior. Lascou-se todo.


Na Gaiola da Bocas




(Charge do SPONHOLZ)


Enquanto isso, na berlinda do cuecão, desfilava o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em trajes sumários, dando uma mãozinha atrás e outra na frente, um sinal de vida (?) ao criar uma "começão" de especialistas em legislação eleitoral e análise de contas para "estudar", "propor" mudanças na Legislação Eleitoral de forma a coibir práticas irregulares como caixa dois e o desvirtuamento do uso dos recursos do fundo partidário, como se qualquer atitude não dependesse única e exclusivamente de vontade das "otoridades" (in)competentes. É muita cara-de-pau!

Pois é, como bem disse Everardo Maciel, ex-secretário da Receita Federal e membro ainda erecto naquela gaiola das boas bocas, tentando resguardar sua imagem:

- As punições já existem. Basta fazer. Basta julgar. Os fatos estão aí.

Acorda povo. Chega de empulhação! Pau neles, galera! Eh...Eh...Eh...


Morceguinhos(as) que se manifestaram: ......


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