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Quinta-feira, Setembro 30, 2004
Os tentáculos da crocodilagem...
(Charge do Bello) Ah, quanta solidariedade! Que dó o pLesidente e corneiro mecânico, quer dizer, torneiro mecânico deve ter sentido do companheiro de fé e irmão agiota camarada, profundamente deprimido só em pensar na possibilidade da retirada de uma pequena fatia dos ganhos estratosféricos, recebendo um retumbante não ao apresentar a tão imoral proposta de um reajuste de 8,5% para os salários de fome da classe dos bancários. Pois a nova palavra de ordem do autoritarismo declarado do governo dos PTraidores é corta e, depois do corta liberdade de expressão, corta incentivo à Cultura, corta investimento, corta latrina, corta farinha, corta reajuste, corta salário, corta dedução do IR, corta correção de FGTS, corta aposentadoria, corta pensão das velhinhas, corta emprego, surgiu o mais retrógado corta, o corta o ponto de quase 140 mil funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica, retroativamente. E no corta-corta desse verdadeiro paraíso da crocodilagem anti-democrática, do deslavado oportunismo, do Império dos (Sem) Sentidos, o bancário fica cada vez mais "depauperado", mas Inês é morta, já que Molusco Corrompidacio da Silva anima cada vez mais a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) a cortar a ca... cabeça dos bancários. Certamente, o desmiolado Cefalópode, sem qualquer plano de governo, prossegue em seu delírio pelo plano de poder do partido e, temendo que a maquiagem preparada pelo seu marketeiro para faturar mais algumas prefeituras nas eleições municipais possa ser literalmente borrada, vai fazendo o eleitor de palhaço... descabelado, colocando sua própria cabeça cheia de pés na guilhotina, feito uma Maria Antonieta Vai Com as Outras, ou melhor, com as Ostras. Peroba-rosa neles, galera. Eh...Eh...Eh...
Posted by Morcego at 6:38 PM
Quarta-feira, Setembro 29, 2004
Fanático: o Zoo da vida![]() Ontem, em um zoológico chamado Leblon, com uma das mais bonitas e badaladas praias do Rio, um bando com aproximadamente 50 animais, quer dizer, marginais passeou calmamente e escolheu suas vítimas. Os meliantes atacaram famílias, roubaram seus pertences e ainda espancaram mulheres que tentaram reagir. E tudo isso foi muito bem documentado por um cinegrafista amador que ainda fez questão de mostrar que os crimes ocorreram bem sob o nariz de dois policiais militares que nada fizeram, numa atitude de total conivência. A situação é catastrófica no jogo do empurra-empurra das "otoridades": o prefeito Maluquinho e sua Guarda Municipal estão muitíssimo ocupados balançando as bolas... e bandeiras, em plena campanha pela reeleição; o mais novo e inoperante Secretário de (In)Segurança Pública, Marcelo Itagiba (devia sentar numa giba mesmo...), manifestou imenso o desejo, a pura tietagem de ter uma cópia exclusiva da fita... e o comandante da Polícia Militar, Hudson Aguiar, verdadeiro caso de polícia, prefere levantar suspeitas sobre a idoneidade do cinegrafista, a veracidade e até a existência das cenas, além de afirmar que a população mente, que o fato é "isolado", concluindo com brilhantismo "jegueano" que "a culpa é do prefeito". Isso não é in-crí-vel?! Coincidentemente, Molusquinho libera mais R$ 20 milhões para indenizar devolução de armas, conforme previsto no demagógico e absurdo Estatuto do Desarmamento que confere, ainda, maior tranqüilidade e infinita segurança aos meliantes, com aval do Congresso Nacional, visto que não haverá qualquer reação enquanto assaltam e agridem cidadãos idôneos e suas famílias. Sem qualquer sombra de dúvida, o carioca tornou-se, irremediavelmente, um eterno refém da mais deslavada incompetência dos governos Federal, Estadual e Municipal. Mas já que estamos lascados mesmo e voltando à Idade da Pedra, aproveitando a oportunidade, a equipe do Morcego no Ar estará inventando moda em Ipanema no próximo final de semana, com grande lançamento de tacapes e porretes da coleção Primavera Morcego: se as "otoridades" não fazem absolutamente nada pela nossa segurança, vamos baixar a peroba nos assaltantes, nós mesmos. Pau neles, galera! Eh...Eh...Eh...
Posted by Morcego at 4:03 PM
Terça-feira, Setembro 28, 2004
Exorcismo na abaixada
(Charge do Ivan) A responsável (ou seria irresponsável mesmo?) pelo (des)governo do Estado do Rio, Dona MentiRosinha Matheus, anda um bocado ardida com a candidatura de um inexpressivo petista que está, literalmente, botando pimenta na malagueta dela, e bem na casa de Cheiroso, no meio da Baixada Fluminense. Mas em pleno comício, ao perceber a profundidade do furor "jeguístico-filosófico" pelo qual sua completamente desmiolada companheira de creche passava, o infante e primeiro-damo, bem ao costume dos demagogos, sacou logo a tal escritura (de suas terras no município do Paraíso) e transformou a disputa política em guerra santa, aos brados de "esse homem me pertence", quer dizer, "esse homem não conhece Jesus". Abaixa daqui, afunfa dali, sacode de cá, abana de lá, e o tal comício, que deveria ser um "showmício", transformou-se em verdadeira filial do hospício, um espécie de remake de abacate de um suburbano exorcismo na abaixada, enquanto um bando de ovelhas peemedebistas tentava tirar mais um espírito PT-de-porco de dentro de uma possuída urna eletrônica adulterada por uma verdadeira besta... quadrada. E nesse vai e vem, nesse chove e não molha, nesse couro de... língua, faltou mesmo foi esclarecer ao eleitor como, quando e onde, em qual cartório o "Casal 20", que merece 20 belos e dourados anos de xilindró, em regime de reclusão e juntinho com a Benedita Dedos Leves da Silva (e o TCE que o diga!), registrou a procuração obtida diretamente do Céu e devidamente carimbada por São Pedro. Chega de fazer bééééééééé! Acorda povo! Pau neles, galera! Eh...Eh...Eh... Direito de Resposta
(Charge do Ivan) Pois aí está uma cena que qualquer brasileiro gostaria imensamente de ver. Eh...Eh...Eh...
Posted by Morcego at 5:17 PM
Domingo, Setembro 26, 2004
Xica e o da Silva
(Zezé Mota como Xica da Silva) Quem ainda não viu Zezé Mota, magistral e inesquecível em "Xica da Silva"(1976), filme de Cacá Diegues? E para quem quiser mesmo saber a sedução exercida pelo poder, vale conferir como foi o Tijuco, atual Diamantina, no tempo em que os diamantes brotavam nas pedras. Em Xica da Silva vemos um Brasil explorado, regido pelas falcatruas e pelos conchavos, onde a Lei curva-se aos mais desvairados caprichos de forma quase alegórica. O país mudou, mas para quem ainda mantém vivo o espírito crítico de quem jamais perderá o trem da história, o Brasil pouco mudou: foram-se os diamantes e continuamos escravos, esvaídos agora pelo capital financeiro em um mundo globalizado. Mas o feitiche parece continuar o mesmo, seduzindo e corrompendo: negro ou branco ou amarelo ou verde ou azul ou cor de rosa, rico ou pobre ou "remediado" com ou sem remédio, letrado ou ignorante, nada faz a menor diferença porque acaba sempre escravo do poder, só para satisfazer os próprios caprichos. Sinceramente? Vendo o delíro do "da Silva", que apesar de tantos e tantos bonés (ou seriam perucas da corte do "Rei Luís"?) está literalmente de quatro para o FMI, prefiro mesmo é o brilhantismo da Zezé Mota. Eh...Eh...Eh... Xica da Silva Jorge Ben Jor Xica da Xica da Xica da Xica da Silva A negra De escrava a amante Mulher Mulher do fidalgo "tratador" João Fernandes Xica da Xica da Xica da Xica da Silva A negra Imperatriz do Tijuco A dona de Diamantina Morava com a sua côrte Cercada de belas mucamas Num castelo da Chácara da Palha De arquitetura sólida e requintada Onde tinha até um lago artifical E uma luxuosa galera Que seu amor, João Fernandes, o tratador Mandou fazer Só para ela Xica da Xica da Xica da Silva A negra Muito rica e invejada Temida e odiada Pois com as suas perucas Cada uma de uma cor, Jóias, roupas exóticas Das Índias, Lisboa e Paris A negra era obrigada a ser recebida Como uma grande senhora da côrte Do Reis Luís Da côrte do rei Luís Xica da Xica da Xica da Silva
Posted by Morcego at 11:41 PM
Sábado, Setembro 25, 2004
Só empulhando...
(Charge do Lailson) Molusco Cínico da Silva, cefalópode que acredita estar acima da Lei e da própria Constituição, em plena inauguração de obra pública no sábado, teve o descaramento de pedir ao povo que votasse na Perua Mor do Partido dos Traidores no dia 3 de outubro. O indecente discurso, parte da já intragável e "inengolível" (essa foi para lembrar o Magri) agenda positiva, estava registrado no site da PLesidência da República, mas foi retirado do ar por dois dias, sofrendo uma pequena "cirurgia plástica" e voltando de cara nova, cara-de-pau purinha e cristalina, expurgado dos trechos comprometedores, por orientação da assessoria jurídica do Palácio do Planalto. Parece que, finalmente, alguma alma que fazia caridade (em benefício próprio), enquanto assombrava e arrastava correntes e mais correntes da felicidade para angariar fundos para o Partido, deve ter explicado ao ilustre Decápode Espertalhácio da Silva que tal prática caracteriza CRIME. E agora lá vem ele, o Molusquinho, todo faceiro, com seu esfarrapado pedido de desculpas, zombando da Justiça e, principalmente, do povo que, anestesiado, permanece em estado de coma profundo. Isso é inconcebível em qualquer país sério! Acorda povo! Eh...Eh...Eh...
Posted by Morcego at 12:21 AM
Quinta-feira, Setembro 23, 2004
Moda: Primavera a roxo
(Charge do Kacio ) Bastou a propaganda de estar a economia dando... um breve suspiro e um quase imperceptível salto primaveril, daqueles que não duram mais de duas estações, para que Palocci e Meirelles, badalada dupla de bailarinos monetaristas, calçassem suas sapatilhas rotas de cristal e partissem para uma revisão da coreografia do balé do arrocho, baixando a chinelada da humildade bem no lombo do povo. Depois do aumento da taxa Chilique, garantindo maior remuneração aos pançudos banqueiros, a bola da vez é engordar ainda mais o superávit primário, que passou de 4,25% para 4,5%, assegurando uma parcela ainda maior para o pagamento da dívida que, apesar de já ter sido paga faz tempo, quanto mais cresce mais prospera no bolso dos agiotas internacionais feito efeito de viagra injetado diretamente na veia de velhinho. Isso é i-m-o-r-a-l! Pau neles, galera! Eh...Eh...Eh...
Posted by Morcego at 12:55 PM
Quarta-feira, Setembro 22, 2004
Assembléia dá ônus
(Charge do Paixão) Lá estava o nosso legítimo Dom Pixote de La Pança, puxando seu carro-chefe, de queixo caído e com o pires na mão, batendo suas "percatinhas" no palco da para lá de falida Organização das Nações Unidas (ONU) e acreditando ser a ré-encarnação de algum salvador da Pátria (ou será do mundo inteiro mesmo?), uma espécie de Sassá Mutema dos pobres que só pensa em tornar-se um Odorico Paraguaçu. No mais profundo clima de herança colonialista, Molusquinho Cavalgadura da Silva insistiu no discurso para a derrubada dos enormes moinhos de vento que tanto atrapalham sua projeção no cenário circense internacional, tentando dar peruadas no dinheiro que está no bolso dos ricos ao falar em promover "mudança" nos fluxos financeiros de organismos como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Ainda mais hilariante foi a esfarrapada defesa, em nome do direito quase sacro de colocar seu farto e bem nutrido traseiro (que ainda vai acabar levando um "decapodo-chute") em cadeira de membro permanente do Conselho de Segurança, esquecendo-se que não fazemos parte sequer do seleto clubinho nuclear de Japão, Alemanha e Índia. Já o Imperador do Mundo, WC Bush, que faz o que bem entende sem jamais receber qualquer sanção porque ninguém é nem besta de tentar, o eterno adepto da política de "uma bombinha não dói", especialmente se for jogada em subdesenvolvido linguarudo ou naqueles meninos explosivos que moram lá pelo Oriente Médio, deixou muito claro que não está nem um pouco interessado nessa chorumela e ainda cantou daqui não saio, daqui ninguém me tira quando o assunto foi continuar promovendo sua libertinagem, quer dizer, liberdade de araque, com mãos entrelaçadas e rostinho colado ao dos governantes biônicos do Iraque e do Afeganistão. E foi assim que a comédia da propriedade da privada tentou acordar o Cinderelo da Silva e mostrou muito bem quem pode e quem não pode puxar a cordinha, que quem tem literalmente sempre põe o que quer e bem entende nos que nada têm, deixando, ainda, Kofi Kofi Kofi Annan completamente engasgado, entalado e com aquela cara de trouxa. Pois é, mico por mico, quem quiser que conte outra ou segure o mico preto: política internacional virou sinônimo de piada. Eh...Eh...Eh...
Posted by Morcego at 7:09 PM
Domingo, Setembro 19, 2004
Mata os veinhos!
Tudo bem, está certo, eu devo ser mais educado... Mas a culpa é dela, da Luana Piovani, que resolveu bancar a Sharon Stone e deu uma deliciosa cruzada de pernas bem no meio dos veinhos lá da Academia Brasileira de Letras... Daí eu lembrei dos tempos idos, da mocidade... E que "borogodó", meu Deus! Fazer o que? Ainda não estou morto, né? Amémmmmm!!! Eh...Eh...Eh... Balacobaco (Rita Lee e seu "apêndice" guitarrista(?)) Acordo às cinco da matina Reclamando da rotina Dou um trato na faxina Vida dura de heroína Minha cara de caveira Vai abrir a geladeira Esqueci de fazer feira Vou fuçar lá na lixeira Uma espinho pro gatinho Pro cachorro um ossinho Requentar o cafezinho E sair apressadinho Todo dia atrasada Já estou acostumada Condução sempre lotada Vida dura de empregada Pára o mundo que eu quero descer Tem muito vagabundo atrás do meu jabaculê A vida é uma sinuca, mas confio no meu taco Meu borogodó é do balacobaco Minha patroa é estranha Passa o dia só na cama O marido bebe grana A mais velha é piranha A do meio é patricinha O mais novo é mocinha Meu lugar é na cozinha Vida dura de fuinha O motorista xavecando O jardineiro azarando O porteiro se assanhando Eu vou logo avisando: Meu amor é pra quem pode Quem não pode se sacode Pode amarrar seu bode Com a minha cabra ninguém fode Pára o mundo que eu quero descer Tem muito vagabundo atrás do meu jabaculê A vida é uma sinuca, mas confio no meu taco Meu borogodó é do balacobaco Sirvo a janta e vou embora Já passou da minha hora A buzanga que demora Vem a chuva e piora Caminhando na calçada Medo de ser assaltada Medo de ser seqüestrada Medo de ser estuprada Sou escrava independente Ganho menos que indigente Não posso ficar doente Amanhã tô no batente Vou rezar pra Jesus Aliviar a minha cruz Meu buraco não tem luz Vida dura de avestruz Pára o mundo que eu quero descer Tem muito vagabundo atrás do meu jabaculê A vida é uma sinuca, mas confio no meu taco Meu borogodó é do balacobaco
Posted by Morcego at 6:57 PM
Quinta-feira, Setembro 16, 2004
A taxa Chilique do Zé
(Charge do Sponholz ) Na abertura do 1º Forum de Economia da (A)Fundação Getúlio Vargas, a situação foi digna de um quadro do Salvador Dali porque o Zé Golbery Currupaco Dirceu mostrou-se um poço de incoerência, não disse coisa com coisa e, ao mesmo tempo que fez um contundente discurso enfatizando a necessidade de taxa de juros mais baixa para que o governo possa reduzir os gastos com a dívida, afirmou que o crescimento econômico se dará qualquer que seja o nível da Chilique, defendendo, ainda, que os juros precisam estar altos para que a inflação não volte a saracotear pelo país. Certamente o louro José anda mesmo com a língua solta e os nervos à flor da pele, dando verdadeiros ataques de pelanca em público para depois, com o cinismo que lhe é peculiar, debochar de tudo e de todos perguntando o que é Copom. Como bom papagaio de pirata, o ministro da Maloca Civil da Mãe Joana oscila de lá para cá, juntamente com seu humor instável e suas insólitas posições quanto aos rumos da política econômica, chacoalhando ao sabor das ondas que solapam a canoa chamada Brasil. Mais difícil do que ouvir tudo isso, do que aturar essa lenga lenga, esse verdadeiro festival de besteiras no qual se transformou o Palácio do Planalto, é saber que todo esse show serviu única e exclusivamente para dar um pouco de sangue, do nosso sangue, claro, para o projeto de poder do Partido dos Traidores, enquanto Paloccis, Meirelles, Dirceus, Moluscos e Cia não passam de comadres, trocam abraços e beijos nos bastidores enquanto nossa dívida cresce e aparece bem... cabeçuda. Pois (Z)é, o povo vai levando, vai tomando no c... crânio e todos sempre sorridentes: as viagens continuam, a mordomia não acaba, a pinga escocesa rola solta, os banqueiros vão enchendo ainda mais o papo com o aumento da Selic, a "taxa de retorno" com as falcatruas só aumenta e o resto... Bom, o resto serve mesmo só para levar e trazer... mais p... p... promessas. Acorda povo! Pau neles, galera! Eh...Eh...Eh...
Posted by Morcego at 12:38 PM
Segunda-feira, Setembro 13, 2004
O podium de Ruinzinho
(Charge do Adnael) Em Monza, quem não viu o alemão, entediado de tanto ganhar corridas no campeonato de 2004, ultrapassando Jenson Button só para que o inglês não conseguisse manter a liderança provisória e Ruinzinho andasse na frente depois do terceiro pit-stop? Pois Michael escondeu o rabo e, com pinta de anjo, nas dez últimas voltas, cumpriu sua anunciada e badalada profecia, realizando um verdadeiro milagre: abriu as asas, ou melhor, fechou-as, baixou altura na pista, segurou todo mundo e acabou cruzando a linha de chegada em segundo, a pouco mais de um segundo do "peloto" brasileiro. Parece que o garoto chorão, o braço-duro mais conhecido como Pé de Chinelo, comportou-se muito bem durante a temporada, bem de acordo com os interesses do circo da fórmula 1 e, após debulhar-se em lágrimas, implorar por uma "ajudinha", apontar o motor, os pneus, a pista, os mecânicos, os jornalistas, a unha encravada, as hemorróidas, a cueca apertada e até a fama do Bin Laden como fatores que inegavelmente atrapalham seu "desemprenho", conseguiu um belo e grande consolo, quer dizer, um prêmio de consolação, com Schumacher cedendo o lugar mais alto no podium. Depois dessa "vergonheira" que contraria todo e qualquer princípio que possa nortear um esporte, dessa demonstração irrefutável de absoluta falta de talento e de respeito, resta-nos puxar a cordinha e aliviar o "olorento" brilhantismo do vencedor. Eita porqueira danada! Eh...Eh...Eh...
Posted by Morcego at 7:10 PM
Sábado, Setembro 11, 2004
No País que não sabe fazer contas
(Charge do Sponholz) Lá vamos nós, com a tal agenda positiva injetada "com muito orgulho e muito amor" na veia do brasileiro que nem lembra mais o significado da palavra trabalho, que exibe aquele caloroso sorriso... completamente banguela, verdadeiro monumento à cavidade bucal do analfabetismo pleno, enquanto batuca na barriga da miséria, recheada de patrióticos e endêmicos lumbricóides, acreditando que vasectomia seja a primeira das famosas quatro operações. Pode até parecer brincadeira, mas é flagrante o descaso que impera por décadas abaixo da linha do Equador: em um país com 181 milhões de habitantes, somar, subtrair, multiplicar e dividir ainda são mistérios não desvendados para mais de 139 milhões de pessoas. E como se não bastasse, continua tudo na lesma lerda e ainda temos que agüentar um Molusco Miolo Mole da Silva crente que vai conseguir passar azeite de dendê na moqueca gente. Que país é esse? Acorda povo! Eh...Eh...Eh...
Posted by Morcego at 4:32 PM
Quarta-feira, Setembro 08, 2004
Independência de quem???
(Charge do Clayton) Dizem que Pedro, atormentado com as hemorróidas que tanto lhe afligiam naquele monárquico sofrimento, ao subir em seu cavalo, após refrescar seu fiofó no Ipiranga, não conseguiu conter as lágrimas, embainhou a "espada" e lançou seu descomunal grito de "essa ardência é a morte!". A piada é antiga, mas a grande verdade é que foi assim que tudo começou, no grito, e logo estávamos pagando uma fortuna para que a Inglaterra reconhecesse a Independência política. Certamente Pedro acabou virando herói, passando o poder para si mesmo (muito esperto...), e daí para frente este País nada mais fez do que rolar, enrolar e agigantar cada vez mais... a dívida. Passados 182 anos, continua a ilusão de uma Independência que se faça com um simples grito e a busca por heróis não tem limite. Nem mesmo Vanderlei Cordeiro, que levou literalmente a "merdalha" Barão Pierre de Coubertin em lugar do ouro olímpico na maratona em Atenas, foi poupado da volúpia marqueteira de Duda Mendonça e do seu mais novo teatro absurdo do ufanismo. Mas o ponto alto, daquilo que mais parecia desfile da Escola de Samba Unidos do Urutu, foi quando Molusco Exibicionácio da Silva, em seu delírio "tremens" de poder e ávido por um bonezinho da "Esquadria" da Fumaça, depois de babar toda aquela ladainha embromatória, chamou Mariza Postícia nas conversas, deu-lhe umas umbigadas e, desfilando em carro alegórico aberto, lançou sua candidatura a Rainha da Bateria... Antiaérea. Pois é, o aburguesado que pensa ser príncipe dos operários, de tanto repetir, já começa a acreditar na fábula do País das "Malavilhas", na lógica do avestruz eterna e economicamente colonizado, e prossegue beijando os ratos, ou melhor, o Rato, aceitando políticas traçadas pelo FMI, que só aprofundam as desigualdades sociais e a miséria, engordando os mesmos velhos abutres de sempre, enquanto o povo, iludido, espera sentado e pacientemente pelo nascimento da dentição dos galináceos. Acorda povo! Eh...Eh...Eh... Comemorando...Bom, hoje comemoramos 2 anos no ar. Isso mesmo, o Morcego no Ar completa seu segundo ano de vida. Por aqui, neste espaço que procura oferecer uma visão crítica e, ao mesmo tempo, um pouco mais divertida da hilariante, contraditória e insensata realidade que nos cerca, fizemos amigos, bons amigos. Certamente, o grande presente é ter cada um de vocês sempre por aqui, opinando, brincando, comentando e fazendo, de forma muito especial, um blogueiro imensamente feliz. Obrigado a todos pelo carinho, pela paciência, pela agradável companhia, enquanto continuo esperando por aquela vaguinha para a lobotomia gratuita pelo SUS. Eh...Eh...Eh... Muita luz, saúde, paz, prosperidade e proteção. Um grande e fraterno abraço.
Posted by Morcego at 3:59 PM
Domingo, Setembro 05, 2004
A Era da Intolerância
(Chage do Neto) Estamos na Era da Intolerância, que reina por sobre o mundo e mostra a involução de uma espécie capaz de trocar paus e pedras por modernas armas, montada em sua tecnologia, para reinventar a barbárie diariamente: polui, destrói, extremina espécies e extingue a si mesma, proclamando-se senhor absoluto da terra, da água, do ar, do fogo. Em sua trajetória pela Terra, o Homo sapiens conseguiu inventar religiões e sistemas que disseminam a fome e todo tipo de miséria, que perpetuam um novo tipo de escravidão, mantendo-os sob os mais diversos disfarces, protegidos pelas mais absurdas ideologias, a qualquer preço e a qualquer custo: a vida deixou de ter importância, não tem o menor valor. Certamente, o tal Homo sapiens não passa de Homo "burrus", não consegue entender suas semelhanças e inventa diferenças, enquanto finge descaradamente não saber que, por aqui, nada lhe pertence, que é um mero convidado do Criador. O Mundo (André Abujamra)
Quinta-feira, Setembro 02, 2004
A fina flor do Grammy
(Maria Rita Mariano) Há muito que, por aqui, pensam que cantar é sair falando toneladas de palavras, sem musicalidade alguma, como se a voz, o mais nobre dos instrumentos, não passasse de uma metralhadora giratória, monocórdica, esclerosada e quase demente, cuspindo sílabas desconexas, frases ininteligíveis, perdidas na total falta de autocrítica, acreditando, para consolo da mais santa ignorância, que qualquer coisa estridente e infinitamente repetida possa ser confundida com música. Mas o estranho fenômeno parece ter feito morada nessa nossa América política e musicalmente Latrina, pois na festa do Grammy Latino só ouvimos o subproduto de legiões de falsos poetas, a mesmice dos músicos e os inexpressivos intérpretes (?!) que berravam e pareciam semear a mais completa devastação, o infinito mar da abissal mediocridade que, ao desavisado ouvinte, apenas provocou aquela enorme e irresistível vontade de ensurdecer. E foi exatamente aí, nesse ponto que é chave, quando tudo parecia perdido, que começou realmente a Festa. Festa porque apareceu Maria Rita, com uma canção assinada pelo velho e bom Milton, para, como bem disse o Raul Seixas, desdizer tudo que havia sido literal e até "alerrandramente" berrado antes, já que a menina nasceu simplesmente para brilhar: chegou, cantou, acariciou graciosamente nossos já tão massacrados tímpanos, iluminou a festa e ainda faturou 3 estatuetas. Está certo, sou chato mesmo, e quem quiser que conte outra, ou melhor, que cante outra. Mas, pelo amor de Deus, ninguém agüenta mais aquele dó de peito dos Grammynianos da vizinhança e suas "maravilhosas mexiculetas" rebolativas. Maria Rita neles, galera! Eh... Eh...Eh...
Posted by Morcego at 6:33 PM
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