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Terça-feira, Junho 29, 2004
O primeiro mês do resto da nossa vida![]()
Sexta-feira, Junho 25, 2004
Do outro lado da rua...
(Charge do Sinfrônio) Faz-se necessário falar de um filme escrito especialmente para a Fernanda Montenegro: Do Outro Lado da Rua. Mas quem ousaria dizer que é bem dirigido vendo um elenco que não carece de qualquer direção? Um filme sob medida, para quem anseia interpretações magistrais, numa estória simples, sem mistérios, tal e qual a vida dos ditos Humanos, quando a vida, a opção pela vida, é maior que qualquer temor. Depois do filme, cabe uma profunda reflexão, mas poucos ousam falar daquela coisa "chamada amor" que atualmente é negada e renegada em qualquer idade, em qualquer tempo e lugar no mundo capitalista, do consumo, das aparências, e, especialmente, quando a maturidade traz a velhice e, oficialmente, transforma-se em crime hediondo. Parece que, por injunção, a vida só vale e muito pouco vale quando se é moço, como se fosse ainda menor do que foi, do que é, do que pode ser, do que o breve suspiro do Homem em seu caminhar sobre a face da Terra... Pois que Molusco Vendilhaço Traíra da Silva tenha a coragem de reescrever a "estória", já que lhe faltaram amígdalas para escrever a História, e que faça a "adaptação" do roteiro, um remake da Imprevidência Social, uma espécie de "Do Outro Lado da Rua da Amargura", ou seja lá o que for, e lá coloque personagens que, com um salário mínimo "fomematográfico" e indecente de R$ 260,00, consigam permanecer vivos, que possam pagar o preço exorbitante do plano de saúde, sustentar a máfia dos Laboratórios, que consigam morar e até comer... Acorda povo! Eh...Eh...Eh...
Posted by Morcego at 3:01 AM
Quarta-feira, Junho 23, 2004
Um político sem medo
(Charge do Novaes) A solução democrática Carlos Chagas - Jornalista Mais do que estar na História do Brasil, Leonel Brizola é a História do Brasil. Não foi. Será. Continua e continuará. Quando as forças da reação se insurgiram, numa hora em que tudo parecia perdido, foi ele que levantou a bandeira da legalidade, resgatando a honra e a dignidade do Brasil. Postou-se contra o golpe e sustentou a Constituição, quando a maioria das forças políticas buscava acomodar-se. A 26 de agosto de 1961, apoiado apenas na Brigada Gaúcha, fechou o Rio Grande e instalou a Rede da Legalidade, negando-se a aceitar a determinação dos ministros militares contra a posse do vice-presidente João Goulart, após a renúncia do presidente Jânio Quadros. Porto Alegre ficou plena dos ''provisórios'', peões vindos a cavalo, do interior, para lutar pelo impossível. O Palácio Piratini, cercado de sacos de areia, era o último bastião da democracia ferida de morte. Foi quando os sargentos da base aérea de Canoas negaram-se a permitir que levantassem vôo os caças com ordens para bombardear a sede do governo gaúcho. Logo depois, um jipe saiu da sede do comando do 3º Exército, até então o grande mudo, lá no fim da Rua da Praia. Sob vaias estrondosas, o veículo subiu até a sede do governo local. Um motorista e um velhinho ao lado, farda de campanha, capacete e cantil. Era o general Machado Lopes, que a multidão imaginou prender o governador e acabar com a aventura inútil. Ouvia-se voar as moscas. De repente, abrem-se as portas da sacada do segundo andar e surge Leonel Brizola, blusão de couro em vez do terno e gravata, metralhadora INA a tiracolo. Num gesto amplo, ele convida o general a postar-se ao seu lado. Abraçam-se e fazem o ''v'' da vitória. Era a adesão do 3º Exército à causa da legalidade. Aquela imagem jamais se apagará da História, mais do que da lembrança de quantos a assistíamos, imóveis, nos jardins lá em baixo. Reencontrava-se o Brasil consigo mesmo, graças à resistência de um homem determinado a não permitir que o medo vencesse a esperança. Depois, as coisas seguiram seu curso. A vitória do golpe, quatro anos mais tarde. O exílio de quem não se entregou, mesmo entregue ao sacrifício. O retorno e a luta pela recuperação nacional. A eleição nas urnas fluminenses. A perda da presidência da República por conta do radicalismo daqueles que não estavam preparados para vencer com ele. Até ontem, a coerência de quem não se curvou ao modelo que até hoje nos assola. Leonel Brizola não partiu, ontem. Ficou. Permanecerá para sempre. Cada vez que se imagine estar tudo perdido, que não há saída, sua lembrança bastará para a certeza de que, no fim de tudo, prevalecerá a solução democrática. Basta não ter medo.
Posted by Morcego at 4:22 PM
Sábado, Junho 19, 2004
O bom e eterno Chico![]() Inacreditavelmente, entre 322 primorosas canções, conseguiram eleger "O que será" como a "mais bela música" do Francisco, um sujeito tímido, verdadeiro gênio. Certamente, nessa tal eleição, ficaram faltando só as outras 321. Pois é, esse garoto, poeta, autor de 10 musicais e 7 livros, que completa 60 anos na "Flor da Idade", vai ter que engolir mais essa estranha homenagem "Global". Eh...Eh...Eh...
Quarta-feira, Junho 16, 2004
O Arraiá e as Quadrilhas
(Charge do Kacio) Foi ao som de Zezé di Camargo que amargamos o desfile de diversas quadrilhas, abrilhantadas pelo acobertamento torto do ponto e vírgula na granja das mamatas: Quadrilha dos Sonegadores do INSS; Quadrilha dos Vampiros do Ministério da Saúde, assessorada pelo Gomes da Silva que nada tem de sardinha para o tubarão Humberto Costa; Quadrilha do Tesoureiro "Delúbio Azul", contabilizando as "straussianas" e ilícitas contribuições para as campanhas do PT; Quadrilha da Oca Civil, que na maloca é comandada pela fidelidade canina de Zé Dirceu, com coreografia de Waldomiro Diniz que também participa da Quadrilha dos Corretores Bingo-Zoológicos, e Quadrilha dos Meirelleanos de FHC, estilo Vendilhão Palocci, lesando eternamente a Pátria e engordando a Quadrilha dos Especuladores e Agiotas. Assim foi a festa, no Arraiá daquela caipirada emergente, completamente deslumbrada, convenientemente camuflada na pseudo-amnésia das promessas de campanha, bem ao inútil e fútil estilo paralítico de uma Vera Marisa Letícia Loiola da vida, com muito quentão escocês, assando batata doce da Prússia, esfregando muito melado até lambuzar o belo e taludo linguição, recém saído da fogueira, para esquentar ainda mais o fiofó já tão ardido da esperança deste povo que, de tão agraciado pelo cinismo da trupe, cultiva a mais vasta coleção de democráticas, políticas e estelares tapiocas eleitorais. PT nunca mais! Fora PTSDB! PSDB nem morto! Acorda povo! Eh...Eh...Eh... E quem tá dentro não larga o osso...
(Charge do Melado)
Quarta-feira, Junho 09, 2004
Um novo Sol...
(Charge do Iotti) A cada novo discurso de Luis Inerte da Silva mais promessas, mais asneiras e mais fictícios pseudo-programas sociais, que trocam seis por meia dúzia sem nada acrescentar: do Fome Zero das barrigas ainda famintas ao Primeiro Emprego que continua em zero, do Recruta Zero formando soldados que batem continência com martelo na mão ao Bolsa Furada Família que não sai da fase do cadastramento, culminado com a mais nova atração circense, o Farmácia Pra Pular por uma aspirina. Quem em sã consciência e perfeito juízo ainda consegue acreditar na criação de 10 milhões de novos postos de trabalho, no salário mínimo equivalente a U$ 200,00, no rompimento com o FMI, na erradicação de uma doença chamada fome, no fim da miséria, na dignidade da aposentadoria, no milagre do crescimento, em qualquer investimento no setor produtivo em um país que remunera a especulação com o maior spread do mundo, na Alca bem longe daqui? Na verdade, a estrela vermelha, que parecia luzir e indicar um caminho alternativo, sucumbe lentamente no buraco negro do continuismo, sugada pela antimatéria da inércia abissal, revelando os componentes de um universo perverso que se nutre eternamente das falsas promessas, do cinismo, do fisiologismo, do nepotismo, da corrupção, da maracutaia, do interesse na manutenção do próprio umbigo no poder a qualquer preço. Mas a esperança que venceu o medo cansou da fedentina do governo do Vergonha na Cara Zero, abraçou novamente seus ideais, mudou de partido e de endereço, pedindo luz, calor e asilo no P-Sol. "Te cuida, Molusquinho", pois quem brinca com fogo pode morrer queimado e quem ri por último sempre ri melhor. Eh...Eh...Eh...
Posted by Morcego at 1:00 AM
Terça-feira, Junho 01, 2004
Antecipando o "grande final"...
(Charge do Myrria) E a cambada de vermes que agora passeia sob a lua cheia, no desfrute da mais ampla, total e irrestrita liberdade, mantinha, em governos passados e no atual governo do Partido dos Traíras, uma espécie de "secos e molhados", atuando em todas as compras do Ministério da Saúde e engordando uma caixa preta de financiamento de campanhas eleitorais, cumprindo a máxima do "é dando que se recebe". Mas a Polícia Federal, que não arrumou nada com a última greve e ainda mantém sob sigilo o nome dos políticos beneficiados em diversos estados pelas doações dos larápios, promete matar a cobra e mostrar o pau e investiga se houve mais uma das famosas "ações entre amigos", bem ao estilo Waldomiro, nas campanhas presidenciais. Certamente, qualquer falcatrua sempre acaba desaguando no mar de lama que sustenta e nutre os nossos representantes eleitos, quer roubem para si ou para "engrandecimento" do partido, e, muito antes do que se imagina, estarão todos unidos e trabalhando para que esse episódio também termine em pizza, ou melhor, em churrasco, com muita birita escocesa, charuto cubano e Zeca Pagodinho ao vivo lá na Granja do Torto. E a óbvia conclusão é que a ventrilóquia corrupção, tão velha quanto sua irmã gêmea, a tal da difícil vida fácil, perpetua-se, alternando o poder entre os mesmos dos diversos partidos, maquiando e insuflando discursos, mudando somente de posição os bonecos, enquanto quem sempre termina pagando o pato, pastando e de quatro é o povo. Acorda povo! Pau neles, galera! Eh...Eh...Eh... NOTA: Nobres amigos, a aparelhagem de última geração da redação do Morcego no Ar (um lentium SEM, que depois do "overclock" ficou com o corpinho e a CPU de um bem bronzeado lentiun II) literalmente pegou fogo, impossibilitando as visitas. Em breve estaremos novamente voando pela rede. Um grande e fraterno abraço a todos.
Posted by Morcego at 1:33 PM
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