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Coisas de Blogueiro





Quinta-feira, Maio 27, 2004


Prosopopéia acetabulífera




(Charge do Paixão)


Sem pés na cabeça


"... a China não tem contencioso histórico, político e econômico com o Brasil"... "China e Brasil portanto estão livres para não perderem um minuto sequer discutindo erros do passado, mas discutindo apenas aquilo que interessa ao povo chinês e ao povo brasileiro, na construção de um futuro de paz e de prosperidade, que é isso que a humanidade deseja."
Molusquinho Lunático da Silva

O efeito estufa nos tentáculos moluscais...


Inconformado com a tão recente falta de aplausos e cansado de ouvir os brados de "Corra Mula Empacada Corra" recebidos diretamente do povo já saturado da transbordante inércia e dos discursos eufóricos, Molusco Aéreo da Silva juntou uma platéia cativa de quase 500 empresários, patrocinados pelos cofres públicos, e, tentando manter-se sóbrio, embarcou para a China, levando consigo os manuais "Em boca fechada não entra mosca" e "Gafes nunca mais" preparados especialmente pelo Itamaraty para a ocasião.

Na realidade, Molusquinho foi incumbido de repuxar bem "os olhos" e vender muito minério de tome ferro, óleo de jibóia, escama de pirarucu e até petróleo de peroba rosa transgênica aos chineses, na esperança de angariar, com a cara-de-pau bem lustrada, uns trocados para estimular o saldo da Balança Comercial e engordar o superavit acordado com o Fundo Mortuário Internacional.

Mas nem isso foi capaz de impedir que baixasse, repentinamente, o Caboclo Linguarudo da Silva, com suas caras e bocas, de olho no tamanho da garrafa e da muralha do Hu Jintao, mandando uma verdadeira "pérola da bossalidade" ao afirmar que a "China não tem contencioso histórico, político e econômico com o Brasil" e que, em nome da paz mundial futura, a pauta deve incluir apenas aquilo que interessa ao povo chinês e ao povo brasileiro, "que é isso que a humanidade deseja".

Hilariante mesmo é o fato da humanidade não estar nem aí para os acordos firmados entre Brasil e China, muito menos para o megalomânico Príncipe Operário da Silva que, mais uma vez, demonstrou estar cheio de problemas cognitivos, fora da realidade e sem aprender a lição, já que esse negócio de boquinha e de garrafa só funciona mesmo com o "brilhantismo intelectual do improviso rebolativo" da Carla Peres... Eitia lasqueira, sô! Eh...Eh...Eh...


Morceguinhos(as) que se manifestaram: ......


Domingo, Maio 23, 2004


Proibidos escritos de um vôo...




(Foto honestamente furtada do site super show Morcego Livre)


"Não tenho ídolos. Gandhi é um exemplo a ser seguido. Tenho paixão pelos sons que Elis produziu. Amo minhas mãos. Acaricio com elas. Gosto de serra. Vivo nas alturas. Lanço-me em vôos. Sou como o rio. Sigo tranqüilo. Envolvo as pessoas. Amo as mulheres. Sou sedutor. Gosto de sexo. Estou apaixonado. Adoro a lasanha que a mamãe faz especialmente para mim. Mamãe é muito cuidadosa. Caí do berço quando tinha 2 meses. Bati com a cabeça. Enlouqueci. Só os loucos são felizes. Sou feliz. Leio tudo que cai nas minhas mãos. Sou inteligentíssimo. Sou sábio. Quase não vou ao cinema. Gosto de privacidade. Detesto gente xereta. A curiosidade matou as gatas. Todas elas. Tenho uma cadela. Comprei um cão para nos fazer companhia. Gosto mais de bichos que de plantas. Adoro a vida. Gosto de orquídeas. Orquídeas são flores renascidas. Sou espiritualizado. Sou místico. Um bruxo. Enfeitiço. E me faz bem andar de bicicleta. Não uso guarda chuva. Gosto de molhar. De mar. De água. De banho. De ensaboar. De dar banho. Refuto o "Argumento da Autoridade". Não gosto de políticos. Gosto de política. Preciso parar de fumar. Ando bebendo demais. Dizem que beber é chorar para dentro. Uísque podia ser bem mais barato. Comprei uma caixa de lenço de papel. Acho minha gargalhada uma delícia. Necessitei por muito tempo de quem me fizesse rir. Acho Catherine Deneuve linda. Detesto gente pedante. Meu lugar preferido é aqui e agora. Desejo ir para bem longe. Amo viajar. Renasço viajando. Som é essencial na minha vida. Silêncio também. A essência da vida está nos sentidos. Sou sinestésico. Este perfil foi feito pela mulher que me ama. Por isso, tão lírico. Minto em demasia. Sou um canalha. Um canalha feliz. Porque ela me ama."


Enquanto ela dorme serena, escondo as asas, fico revirando papéis, letras inacabadas, eternamente inacabadas, a espera dos sons orquestrados e do silêncio escondidos na imensidão das nossas já não tão solitárias almas...



Caetano Veloso
"A tua Presença
Morena"

A tua presença Morena
Caetano Veloso

A tua presença entra pelos sete buracos da minha cabeça
A tua presença
Pelos olhos, boca, narinas e orelhas
A tua presença
Paralisa meu momento em que tudo começa
A tua presença
Desintegra e atualiza a minha presença
A tua presença
Envolve o meu tronco, meus braços e minhas pernas
A tua presença
É branca, verde, vermelha, azul e amarela
A tua presença
É negra, negra, negra
Negra, negra, negra
Negra, negra, negra
A tua presença
Transborda pelas portas e pelas janelas
A tua presença
Silencia os automóveis e as motocicletas
A tua presença
Se espalha no campo derrubando as cercas
A tua presença
É tudo o que se come
Tudo o que se reza
A tua presença
Coagula o jorro da noite sangrenta
A tua presença é a coisa mais bonita em toda a natureza
A tua presença
Mantém sempre teso o arco da promessa
A tua presença
Morena, morena, morena
Morena, morena, morena
Morena


Morceguinhos(as) que se manifestaram: ......


Sexta-feira, Maio 21, 2004


E a ladroagem continua...




(Charge do Bello)


Se cada Zé Dirceu tem a Waldomira Binguenta, absolutamente livre, leve e solta pelo "ái-soçaite" esfuziante de Brasília, que dizer, a Marilia Manilha no tubo que merece, cada Humberto Costa vira de costas e contrata, pessoalmente, o vampiro que bem entende, ficando tudo por isso mesmo, no esvaziar do povo ludibriado e no encher das burras que transformaram os hemofílicos em exangues, sem fator 8, fator 9 e até fator RH, sem Rhesus ou Recursos Humanos, vítimas do continuismo que surrupia as massas.

Fingindo-se constrangido, como manda a esperteza do novo e revolucionário amadorismo arcaico da eterna corrupção abençoada pela suposta ex-querda festiva, o ministro muito sinistramente afirma estar "profundamente surpreso e decepcionado" por saber que Luiz Chupa Cabra Gomes da Silva (favor não confundir com Molusco Embreagácio em Coma da Silva), coordenador-geral da Logística do Ministério (da Falta) de Saúde, abandonou as cabritinhas de Caxias, na Baixada Fluminense, e foi dar uma "ordenhada nas abelhas" junto aos discípulos "corrupianos" de (argh!) FHC.

Mas como sempre, no pega-pra-capar, no "ad eternun", o que arde mesmo e eternamente é o fiofó do povo, curtido na mais pura malagueta da irresponsabilidade PTista, sem correção de tabela, entojado no quiabo comunista do cinismo da empulhação, só para reafirmar que o inaceitável modelito básico do capataz de Marx, sem sequer considerar Lenin (1870-1924 amém), parece não ter fim...

Resta-nos apenas a certeza de que, na impossibilidade de baixar o pau nessa vampirada, felizes ainda são os morcegos e os loucos, os morcegos canalhas e loucos, que um dia ainda morrerão sorridentes, esgotados e tísicos nos braços da mais doce, da mais cúmplice amada... To indo, meu bem... Já vou... Eh...Eh...Eh...


Morceguinhos(as) que se manifestaram: ......


Quarta-feira, Maio 19, 2004


O Ar, o Fogo e a Paixão...





Um dia o Ar, dúbio em sua leveza, apaixonou-se pelo Fogo que, velho e tristonho, insistia ainda em arder num canto obscuro, quase escuro da Vida, por pura teimosia, por pura vontade de viver, sobreviver...

E assim, os dois elementos aproximaram-se, desafiaram a quadratura, o quadrante, a cultura, a contra-cultura, delirantes, e transgrediram a regra maior dos quatro elementos: ardiam, murmuravam, sorriam, incendiavam-se incendiando o próprio fim, na esperança de que tudo viesse a existir como um grande começo, como milhares, milhões de estrelas, como eternos começos sem fim, de tal forma que nem a Terra soube como aplacar tamanho prazer...

Se para tudo há de existir remédio, há de existir equilíbrio, quando o Ar arpejou o mais doce e sublime sussurro, a mais dissonante nota e finalmente dormiu, o Fogo, consciente de seu Destino, ainda fraquejou, mas diante da generosa Água apenas implorou, dentro do aquário transparente:

- Leva-me no teu naufrágio para que eu possa, quem sabe, um dia renascer feito a Paixão.

E assim, cumpriu-se silenciosamente o Destino, reinventando a pseudo-harmonia da razão: foi-se o Amor, breve como a Vida, ao sabor das ondas do Tempo infinito...

Amanhã recomeço...



Marina Machado
"Água Marina"


Água Marina
(Flávio Henrique e Márcio Borges)

Possivelmente haveria
Sobreviventes do naufrágio desse amor
Se eu não tivesse me afogado
Em tuas lágrimas
E nem teu sal
Tivesse temperado meu prazer
Água marina
Coração lançado ao mar
Quando eu mergulhei
Perdi qualquer razão
Perdi o chão, o ar
Não pude mais voltar
Nossa nudez exposta num aquário
Transparente, cor de sonho
Corpo em ondas
Nossos turbilhões
Sem palavras para se cumprir
A lei que é paixão


Morceguinhos(as) que se manifestaram: ......


Domingo, Maio 16, 2004


Morcego também é "curtura"...




Flávio Henrique é mineiro e dos "bãos", como se diz por lá, naquela terra cheia de montanhas. Vale o vôo pelo cd "Flávio Henrique e Marina Machado", de 1997, um verdadeiro primor, mas só para pessoas de fino trato. Eh...Eh...Eh...


Vanessa
(Flávio Henrique - Robertinho Brant)

Você chegou sorrindo e desapareceu
Tornou-se meu fatal castigo
O dia nem virá mais

Pois sem você por perto
A noite não tem fim
A lua se desfaz em sombra
O mar parece fugir

O mundo que habito
Se perde em densa névoa...
E um sonho vem me visitar

Seria a lua cheia
O mar correndo em mim
Uma constelação nas veias
Um brilhante carmim

Mas tudo enfim clareia
Quando você me chega
Pra me contar o que é o amor...


Morceguinhos(as) que se manifestaram: ......


Quarta-feira, Maio 12, 2004


O rabo de (gar)galo preso




(Charge do J. Marcos)


Durante a Segunda Grande Guerra, a sobrevivência dos ingleses esteve nas mãos de Winston Churchill, mas o que pouca gente sabe é que além de fumar pelos sete buracos da cabeça e soltar a fumaça de seu fedorento charuto pelas orelhas, o primeiro ministro gostava muito de molhar o bico.

Logo pela manhã, o sujeito iniciava sua dieta etílica com uma garrafa de champanhe, passando a destilar, em seguida, uma garrafa de conhaque, até que por fim, depois das cinco da tarde, dispensava o chá com biscoitos e prosseguia beijando o gargalo de um bom litro de "visquinho" até desmaiar, acometido por um leve coma alcoólico.

E cá estamos nós, abaixo e ao sul do Equador, de boné, cocar e tanga, imersos até o pescoço na enorme crise, vendo a economia despencar do oitavo para o décimo quinto lugar no ranking mundial, reverenciando o FMI, distanciados da verdadeira, eterna e interminável guerra contra o subdesenvolvimento e presenciando um verdadeiro e conveniente estardalhaço só porque o jornal New York Times publicou a matéria "Hábito de beber do presidente vira preocupação nacional".

No crescimento do espetáculo, Censor Lunático da Silva e sua trupe fingem-se de donzelas cuja honra foi maculada, depois da casa arrombada, e reagem contra a suposta "imprensa marronzista", como dizia o velho Odorico Paraguaçu, com muita propaganda e aproveitando a oportunidade para reeditar a nefasta censura, meter rapidamente o pé no fiofó do jornalista Harry Potter, quer dizer, Larry Rohter, e deixar o assunto sem qualquer prosa, sem qualquer rima e sem qualquer comprovação.

A verdade é que o que menos interessa em tudo isso é a tal da verdade, pois desde que se iniciaram as vaias do povão, o trâmite oficial de Molusco Camaleonácio da Silva tem sido a porta dos fundos, e os jornalista em Brasília ouvem diariamente de membros do governo, agregados, políticos e assemelhados que o "plesidente" anda na maior deprê e bebendo feito gambá.

Mas se Churchill, bêbado ou não, manteve Hitler fora da Inglaterra, por aqui a coisa anda feia, já que de rabo de galo escocês a pinga nordestina, talagada por talagada, Cambaleante da Silva vai sonhando em amordaçar a imprensa e levando, gradativamente, a esperança que venceu o medo e o próprio País rumo ao buraco. Eitia lasqueira, sô. Eh...Eh...Eh...


Morceguinhos(as) que se manifestaram: ......


Terça-feira, Maio 11, 2004


Rapidinhas...


Rodando a Bolsa...




(Charge do Novaes)


Apesar da queda do preço do petróleo, enquanto Molusquinho desfruta de muito "mé" e da crise política, o Lobo Mau não vem com a elevação da taxa de juros norte-americana e o mingau do suposto desaquecimento da China não afeta a camada de ozônio, a reação negativa do mercado, segundo especialistas, foi conseqüência da explosão de um oleoduto no Iraque e da explosão do presidente da Chechênia.

Certamente, se o dolar dispara e a bolsa afunda, de "chechênia" em "chechênia", os especuladores, espoliadores e agiotas enchem cada vez mais a burra e esvaziam seus "oleodutos"... Eitia "chechênia" da gota! Eh...Eh...Eh...



A Insegurança é pública




(Charge do Rangel)


Diante da impossibilidade de obtenção de tropas da ONU, o primeiro-damo, menor abandonado e secretário de Insegurança do Rio abriu o maior berreiro em seu programa de rádio, borrou a fralda e proclamou-se mártir, "crucificado" por adversários políticos e pela imprensa.

Embora precise mesmo de uma boa prensa pela incompetência pública e notória, o infame infante vai deixar de brincar com os camburões da Polícia, e, sentado no colo da MentiRosinha Mathou, irá dar muitas voltas nos tanques do Exército pelas favelas e ganhar autógrafos e pirulitos dos para-quedistas. Quem sabe assim ele consiga controlar os "episódios"? Eh...Eh...Eh...


Morceguinhos(as) que se manifestaram: ......


Domingo, Maio 09, 2004


Álbum de família




Bom, nem mesmo depois que caí várias vezes e bati com a cabeça ela deixou de mostrar que o mundo tem uma ótica bem diferente do que dizem, que está tudo de cabeça para baixo mesmo... Eh...Eh...Eh...

Acredito que assim sejam as mães, as avós, as criaturas divinas, os verdadeiros anjos que amam incondicionalmente, que ensinam a generosidade de amar. Minha véia e querida mãe Morcega, eu amo você. Vó Morceguita, quanta saudade...

Agora é voar, encontrar a pedra da lua... Dia, mania...



Toninho Horta
"Pedra da Lua"

Pedra da lua
(Toninho Horta e Cacaso)

Dia, mania
Tarde covarde, noite açoite
Minha mãe calma e serena
Com seu sorriso inseguro
Toda vestida de branco
Hoje parece mentira
Hoje parece verdade
Menino levante cedo
Menino não chegue tarde

Dia folia, tarde covarde
Minha mãe no seu piano
Morrendo dentro da tarde
Com seu sorriso mais puro
Toda vestida de branco

Eu só quero pensar
que um dia você possa ser
minha pedra da lua...
Minha paixão, meu coração
Velando os meus passos
Velando os meus tropeços
Menino não morra cedo
Menino não chegue tarde
Dia mania...


Morceguinhos(as) que se manifestaram: ......


Sexta-feira, Maio 07, 2004


O Samba do Molusco Doido




(Charge do J. Marcos)


A caminho da boca livre que seria patrocinada pela Perdigão, Molusco Esponjácio da Silva resolveu tomar mais uns tragos e fazer mais uns estragos amplos, totais e irrestritos na pouca credibilidade que ainda lhe restava, declarando que "nós criamos a lei do Primeiro Emprego", quando na realidade nós, cidadãos, não temos qualquer culpa no Cartório e somos apenas vítimas.

Mas o "desmoralicídio" prosseguiu, ao sabor da mais pura tiaporanga, quando, num lampejo "dudamendonciano", o "plesidente", acreditando que a Lei fosse uma assídua freqüentadora da "night", afirmou etilicamente que "tem lei que pega e tem lei que não pega, e essa não pegou", talvez numa breve alusão à impotência do controle do uso de Viagra no Judiciário.

"Nós descobrimos que ela (a tal lei, com minúscula mesmo) tinha um impeditivo, porque o empresário que contratasse jovens a gente proibia esse empresário de dispensar o trabalhador se não precisasse mais", confessou Molusquinho, garantido que Berzoini, o ex- exterminador de velhinhos, já havia preparado uma proposta de alteração na lei do Primeiro Emprego, de modo a aniquilar os trabalhadores com idade acima de 24 anos.

Depois de confundir cesta básica com balaio previdenciário, que por sinal em muito breve estará pagando aposentadorias inferiores ao salário mínimo, e acreditando que Cofins fosse nos confins de Rio Verde, seguiu nosso personagem no frevo arretado "suor, lágrimas e muriçocas", composto na Cooperativa Comigo (tô fora!), beijando sem-terra e apregoando que, sobre a "face da terra", só "o povo é o maior ator".

Pois assim termina o episódio da criação "empulhológica" do Samba do Molusco Doido, que abraçado e babando nos peitos do Chester da Perdigão, posa sorridente, acreditando que o povo não vá gritar um sonoro e retumbante "pega ele PERUUUUUUUUUUU!"... E salve Stanislaw Ponte Preta, que não precisa ler nem ouvir os discursos do cidadão! Eh...Eh...Eh...


Morceguinhos(as) que se manifestaram: ......


Quinta-feira, Maio 06, 2004


Olha a bingadinha aí...




(Charge do Laílson)


Por falta de competência para fiscarlizar os bingos, reprimir a lavagem de dinheiro e escamotear o financiamento das candidaturas do PT patrocinadas por "personas" ligadas à contravenção, em um esquema que, inclusive, mostrou desfrutar de muitos corruptos tentáculos dentro da Oca Civil lá do Planalto, o remédio encontrado por Mula Alah foi o teatral fechamento dos bingos.

Nem bem o tal defunto, a tal Medida Provisória esfriou, convenientemente arquivada, depois de distrair a população, evitando a nomeação dos membros da CPI do Waldomiro e enterrando o que há de mais podre por baixo do tapete de Molusquinho, a alegria é enorme entre os velhinhos aposentados que podem novamente dar uma "bingadinha"...

Mas "bingoooooo" mesmo gritou a equipe econômica do atual governo caça-níquel, relaxada, aliviada, dando verdadeiros pulos de alegria e abrindo logo a gaveta para ressuscitar o antigo projeto de taxação da lucrativa atividade.

E neste circo onde o pato virou palhaço, "onde o calouro é o toureiro e é o touro", onde todo mundo jogou e ganhou, estendeu a mão, garantiu sua cota naquela grana que sempre rola, no rala e rola que molha e benze a mão de governistas, aliados, desalinhados, arrumados, pendurados, incinerados, dementes e da fictícia oposição, tudo é farinha do mesmo saco, desde o dia em que o tal do Cabral "encobriu" o Brasil. Pau neles, galera. Eh...Eh...Eh...


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Terça-feira, Maio 04, 2004


Reconstrução de araque dos inumanos




(Charge do Laílson)


Na tão bondosa missão "imperial-cristã-ocidental" de libertação do povo inferior, inumano e pouco oprimido, segundo os dois neurônios do Imperador, e da resconstrução de araque, Faluja serve de modelo de cidade ideal, de cidade fantasma, de ilha exterminada, cercada de bombas por todos os lados, na qual a resistência local brota da areia como formigas saídas de um enorme cupim na tentativa de preservação da dignidade.

E assim, W C Bush, lambido por seus cães adestrados Totó Blair e PittSharon, continua tentando engolir a bela zapatada espanhola, com castanhola e tudo, mostrando seu novo show de sapateado e garantindo que os EUA "têm uma estratégia para conseguir um Iraque livre, que sirva de modelo para o Oriente Médio", enquanto o chamado jornalismo televisivo começa a romper a ditadura da informação, imposta após o 11 de setembro, e divulga fotos de torturas cometidas por soldados norte-americanos e britânicos contra prisioneiros iraquianos, cenas da mais completa bestialidade dos pseudo-civilizados ocidentais.

Esquivam-se presidentes, ministros e generais da responsabilidade, em um jogo de empurra que parece não ter fim, mas o soldadinho de chumbo Ivan "Chip" Frederick, que deverá ser julgado por uma corte marcial pela prática de "abusos criminosos sádicos, rudes e perversos" na prisão de Abu Gharaid, tratou logo de tirar o seu da reta e, escrevendo a parentes, denunciou que os interrogatórios eram conduzidos por funcionários militares de inteligência, pela CIA e empreiteiros civis dos EUA, responsáveis pelo incentivo ao tratamento "VIP" dado aos prisioneiros.

Pois é, mais uma vez acabaremos pagando a conta porque o circo já pegou fogo, a obla está pronta, o ventilador espalhou a titica, a fedentina eternizou-se e o Iraque, vietnamizado em termos bélicos e de comunicação, virou uma enorme arma de destruição de massas, um verdadeiro e bem coroado abacaxi que, tal e qual a famosa bomba de Primeiro de Maio no Rio Centro, será colocado no "colinho" da ONU, atual Sargento Tainha do mundo, para que diga um sonoro "buuuuuuummmm dia, VIETNÃ". Eh...Eh...Eh...


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Sábado, Maio 01, 2004


Vida de lobo...




Vó Morceguita "descolou" a chave da casa, mas a Chapeuzinho está sempre atrasada... Um ótimo feriado, galera. Eh...Eh...Eh...

Lobo Bobo
Carlos Lyra e Ronaldo Boscoli - 1959

Era, um vez, um lobo mau
Que resolveu jantar alguém
Estava sem vintém, mas arriscou
E logo se estrepou

Um chapéuzinho de maiô
Ouviu buzina e não parou
Mas, lobo mau, insiste
E faz cara de triste

Mas, chapéuzinho, ouviu
Os conselhos da vovó
Dizer que, não, pra lobo
Que lobo não sai só

Lobo, canta, pede
Promete tudo, até amor
E, diz, que fraco de lobo
É ver um chapéuzinho de maiô

Mas, chapéuzinho, percebeu
Que o lobo mau se derreteu
Pra ver você que lobo
Também faz papel de bobo

Só posso lhe dizer
Chapéuzinho, agora, traz
O lobo na coleira
Que não janta nunca mais

Lobo bobo!


Morceguinhos(as) que se manifestaram: ......


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